Laboratório Oswaldo Cruz

Notícias e Informes Científicos

  • 07/08/2012 - Citologia.

    A citologia é uma das grandes ferramentas para auxiliar o médico veterinário no diagnóstico, prognóstico e na tomada de decisões frente a casos clínicos. Oferece inúmeras vantagens, uma vez que as técnicas de obtenção do material são muito simples, de baixo custo e muitas vezes proporciona resposta diagnóstica rápida, porém como toda técnica, nem sempre o parecer é definitivo.

    A grande maioria dos exames citológicos deve ser confirmada por exame histopatológico, devido à possibilidade do material colhido ser pouco representativo e também há restrições quanto à avaliação prognóstica, pois tal exame avalia somente as características de células isoladas ou em blocos, ao passo que o exame histopatológico permite avaliar a arquitetura do tecido como um todo, ou seja, a inter-relação entre células, demonstrando grau de invasão e avaliação de margens cirúrgicas.

    Há três modalidades de obtenção de material para exame citológico:

    Citologia Esfoliativa:

    Consiste em remover as células mais superficiais da lesão através de esfoliação (raspagem), sendo indicada para avaliação do processo de maturação (diferenciação) de epitélios, para caracterização de tipos de exsudatos ou para visualização de agentes infecciosos ou mesmo parasitários.

    Esta técnica é usada, por exemplo, na determinação da fase do ciclo estral de cadelas, de processos inflamatórios uterinos, ectoparasitas, etc.

    Citologia por Decalque (“imprint”):

    Tal modalidade também baseia-se na remoção de células superficiais de uma lesão ou da superfície de corte de um órgão, através do contado da superfície em questão com a de uma lâmina de microscopia. É uma técnica muito utilizada em sala de necrópsia para confirmação diagnóstica de suspeitas levantadas à macroscopia, com resposta rápida.

    Citologia Aspirativa por Agulha Fina (CAAF):

    Neste método há remoção das células da lesão pela avulsão promovida através da utilização de uma agulha fina (30 mm x 0,7 mm ou 22G). Com esta técnica podemos obter células de vários planos do tecido.
    A citologia aspirativa por agulha fina é, sem dúvida, mais interessante que as técnicas anteriores, pois recolhe material muito mais representativo de lesões profundas.

    Devemos seguir algumas regras básicas para obtenção de bons resultados através da citologia:

    Histórico detalhado: Estas informações são muito importantes, pois indicam o tempo de instalação do processo, como foi o início da lesão, etc…. Estes dados são muitas vezes fundamentais para determinação de diagnósticos diferenciais ou para comentários relativos aos possíveis diagnósticos.

    Descrição da lesão: Uma boa descrição da lesão, como localização precisa do processo e tipo de lesão, (nodular ulcerativa, etc.),características como consistência, cor, irrigação, etc, auxiliam de sobremaneira o sucesso diagnóstico e permite correlacionar achados citológicos com a lesão macroscópica;

    Técnica de colheita: Este é um dos passos mais importantes para realização da citologia diagnóstica e freqüentemente desconhecido. Uma técnica de colheita inadequada pode impedir a conclusão do caso, pois a amostra colhida deve necessariamente possuir células características da lesão em questão.

    Obtenção do material:

    A. Realize a contenção física do paciente de maneira adequada e promova a antissepsia;

    B. Acople a agulha à seringa;

    C. Fixe a lesão com os dedos indicador e médio;

    D. Mantenha o êmbolo da seringa na posição ZERO.

    E. Introduza a agulha na lesão;

    F. Promova uma forte pressão negativa no interior da seringa e mantenha-a (5mL);

    G. Promova com a agulha movimentos de “vai e vem” na lesão e em diversos planos diferentes (formando um leque), mantendo a pressão negativa sem permitir que a agulha saia de dentro da massa;

    CUIDADO: Não deixe a agulha sair da lesão, evitando assim a entrada de ar na seringa e a sucção das células para o êmbolo da seringa. As células aspiradas devem permanecer até o canhão da agulha.

    ATENÇÃO: Sangue no canhão da agulha ou na seringa não deve ser encarado como sinônimo de boa colheita, pois elementos sangüíneos podem diluir as células que representam o processo.

    H. Solte o êmbolo da seringa desfazendo a pressão negativa;

    I. Retire a seringa e agulha da lesão;

    J. Desacople a agulha da seringa;

    K. Preencha a seringa de ar e acople novamente a agulha;

    L. Com o orifício do bisel da agulha voltado para lâmina de microscopia, empurre o êmbolo depositando o conteúdo contido na agulha contra esta. Faça isto na porção central ou em um dos quartos da lâmina;

    ATENÇÃO: O material contido na agulha é suficiente para o diagnóstico. A presença de sangue no material causa diluição da amostra, muitas vezes tornando o exame inconclusivo.

    M. Promova a extensão do material encostando uma lâmina sobre a outra

    Comparação entre CAAF X BIÓPSIA

    CAAF BIÓPSIA
    Baixo custo Implica maiores gastos, procedimento cirúrgico
    Nem sempre a amostra é significativa Quando realizada adequadamente, fornece farto material ao patologista
    Analisa as células isoladamente Analisa as células, sua arquitetura e as relações com o tecido normal
    Origem do processo: inflamatório, degenerativo, neoplásico Informações precisas quanto à origem do processo, o tempo de evolução (crônico/agudo); etiologia e tipos histológicos envolvidos
    Resultado rápido Resultado leva mais tempo a sair
    Complicações da punção de órgãos parenquimatosos: infecção, hemorragia “Tratamento”, biópsia excisional
    Limita-se a diferenciar processos benignos x malignos, e estabelecer a origem embrionária das células Pode precisar a origem histológica, grau de malignidade, prognóstico e indicações terapêuticas

    Fonte: www.santelaboratorio.com.br

  • 01/06/2012 - Urolitíase.

    A litíase urinária (urolitíase) é a formação de cálculos (urolitos) nos rins, nos ureteres ou na bexiga. Os urolitos são concreções policristalinas compostas principalmente por cristalóides orgânicos ou inorgânicos (90-95%) e uma pequena quantidade de matriz orgânica (5-10%) e formam-se no interior das vias excretoras. Para melhor compreeensão cristais refere-se à presença de precipitados microscópicos e urolitos (cálculos) refere-se à presença de precipitados macroscópicos.

    A maioria (90%) dos cálculos urinários no cão encontram-se no aparelho urinário inferior (cerca de 50-73% na bexiga). Cerca de 5 a 10% têm localização renal ou multicêntrica (rim, uretere, bexiga). Parece haver maior prevalência entre os 3 e os 7 anos de idade.

    Quanto à composição mineral do cálculo a frequência de ocorrência parece alinhar-se do seguinte modo:

    Tipo de mineral predominante % de urolitos
    Estruvita 55.4
    Oxalato de cálcio 26.5
    Urato 6.6
    Cistina 1.4
    Sílica 1.3
    Fosfato de cálcio 0.8
    Compostos 5.6
    Mistos 2.3
    Matriciais 0.1
    Sulfadiazina >0.01
    Total 100

    Tabela 1 - Composição mineral de urolitos de casos de doença do trato urinário inferior canino (adaptado de Ettinger, Small Animal Internal Medicine, 4ª edição)

    1 - MODO GERAL DE FORMAÇÃO DOS CÁLCULOS

    A formação dos cálculos urinários comporta duas etapas: a formação de um núcleo cristalino e o crescimento do núcleo cristalino, que determinará o tamanho do cálculo.

    - FORMAÇÃO DO NÚCLEO CRISTALINO

    Várias teorias têm sido propostas para explicar o início da formação dos urolitos: teoria da precipitação-cristalização; teoria da matriz de nucleação e teoria dos inibidores da cristalização.

    1. Teoria da Precipitação-Cristalização

      Esta teoria envolve a supersaturação dos cristalóides urinários, a qual facilita a precipitação dos cristais e permite a constituição de um núcleo e o crescimento do cálculo. A formação seria independente da presença de uma matriz pré-formada ou de inibidores da cristalização.

    2. Teoria dos Inibidores

      Nesta teoria uma matriz orgânica pré-formada representa o determinante primário da litogênese e as substâncias da matriz seriam promotores da nucleação. A matriz orgânica afeta a litogênese por: atuar como local da formação de cristais (nucleação heterogenea); servir como molde para a organização e modificação do cristal; servir como agente ligador que une os vários cristais e promove a sua retenção; providenciar proteção que previne o crescimento dos cristais.

      Diferentes proteínas são susceptíveis de constituir o primeiro elemento do núcleo: proteína de Tamm-Horsfall; albumina; alfa e beta-globulina; uromucóide. Detritos celulares, bactérias e corpos estranhos (ex: fios de sutura) podem também ter um papel iniciador da litogênese.

    3. Teoria dos Inibidores da Cristalização

      Esta teoria indica que uma redução ou ausência de inibidores orgânicos ou inorgânicos da cristalização são os determinantes primários da cristalização. Potenciais inibidores da cristalização são: citratos, pirofosfatos; difosfonatos; glicosaminoglicanos.

    - CRESCIMENTO

    Tem sido sugerido que o crescimento do núcleo cristalino se processa por: crescimento do cristal (adição); agregação dos cristais ou crescimento epitaxial.

    1. Crescimento do Cristal (Adição)

      O crescimento do cristal ocorre por simples depósito de íons em volta do núcleo e conduz a um crescimento lento do cálculo.

    2. Agregação dos Cristais

      Esta teoria pressupõe a deficiência em inibidores da cristalização, que permite que os cristais se agreguem formando cálculos. O crescimento do núcleo cristalino é rápido.

    3. Crescimento Epitaxial

      É o crescimento de um tipo de cristal na superfície de um cristal de outro tipo.

    2 - FACTORES PREDISPONENTES

    A urolitíase não é uma doença específica (primária), mas sequela de desordens subjacentes. A identificação de doenças e fatores de risco na formação, retenção e crescimento dos cristais é essencial.

    Como fatores predisponentes da formação de urolitos podem referir-se os seguintes:

    * aumento da excreção urinária dos constituintes cristalinos como cálcio, oxalato, urato, etc devido a absorção intestinal aumentada (associada a alto consumo de minerais e proteínas) ou a metabolismo endógeno anormal (ex. Shunt porto-sistémico).

    * diminuição da capacidade solvente da urina por diminuição da diurese, o que aumenta a concentração de todos os cristalóides calculogênicos, ou por modificação do pH urinário (a alcalinização aumenta a supersaturação em fosfatos, a acidificação aumenta a de cistina e de uratos).

    * diminuição do poder de inibição da cristalização.

    * infecção do trato urinário que favorece a aparição de uma matriz orgânica ou a alcalinização do ph (bactérias urease positivas, ex: Proteus), aumentando assim a supersaturação em fosfato-amoníaco-magnesiano;

    * estase urinária, permitindo período de tempo adequado no interior do trato urinário;

    * reabsorção tubular reduzida (ex: cálcio, cistina, ácido úrico).

    Num animal saudável podem ser encontradas pequenas quantidades de cristais na urina sem que represente patologia, pois o fluxo de urina permite a sua eliminação sem acumulação.

    3 - DIAGNÓSTICO

    O diagnóstico de urolitíase não se deve basear apenas na confirmação da presença de cristais ou cálculos na urina. A identificação de doenças ou fatores de risco na litogênese é essencial à prevenção e erradicação dos urolitos. Assim, o diagnóstico de urolitíase é baseado na presença de sinais clínicos associada à confirmação da presença de cálculos e à determinação da sua natureza e na identificação dos fatores de risco.

    URIANÁLISE

    Quando a cristalúria é acompanhada de urolitíase, geralmente os cristais e os cálculos têm a mesma composição. A excepção pode surgir quando a infecção por bactérias produtoras de urease secundária à presença de oxalatos promove a alcalinização da urina e precipitação de estruvite.

    pH urinário pode variar com o tipo de cálculo ou com a presença/ausência de infecção bacteriana concomitante.

    Pode ser feita uma tentativa de identificação preditiva do tipo de cálculo com base em diversos fatores:

    Tipo de urolito pH urinário usual Infecção urinária Predisposição sexual Raças mais afetadas Anomalias clinicopatológicas
    Fosfato-amoníaco-magnesiano (estruvita) Neutro a alcalino Muito comum, especialmente bactérias produtoras de urease (ex.Staphylococcus,proteus) Fêmeas (>80%) Schnauzer miniatura, Bichon, Coccker Spaniel, Caniche miniatura Geralmente nenhuma
    Oxalato de cálcio Ácido a neutro Rara Machos (>70%) Schnauzer miniatura, Caniche miniatura, Yorkshire Terrier, Lhasa Apsos, Bichon, Shih Tzu, Cairn Terrier Ocasionalmente hipercalcemia
    Urato de amônio Ácido a neutro Incomum Machos (>90%) Dálmata, Buldogue Inglês, Schnauzer miniatura, Yorkshire Terrier Redução do azoto ureico e albumina, concentrações pré e pós-prandiais anormais de àcidos biliares em cães com shunt porto-sistémico
    Cistina Ácido Rara Machos (>95%) Teckel, Basset Hound, Buldogue Inglês, Yorkshire Terrier, Irish Terrier, Rottweilers, Chihuahua, Mastiff, Spaniel Tibetano Geralmente nenhuma

    Tabela 2 – Previsão da composição mineral dos urolitos (extraída de Small Animal Internal Medicine , Richard W. Nelson e C. Guillermo Couto, Mosby, 3ª edição)

    NATUREZA DOS CÁLCULOS

    A formação de cálculos é em parte inibida pelo fato de os cristais serem eliminados à mesma velocidade que a urina. Num cão normal existe cristalúria fisiológica que não justifica a terapêutica.

    A análise urinária constitui uma ajuda ao diagnóstico. A detecção de hematúria pode corroborar o diagnóstico e a medição do pH pode ajudar a prever a presença de infecção do trato urinário (urina fortemente alcalina) e o tipo de cálculos (urina ácida sugere litíase de ácido úrico, oxalatos, cistina e urina alcalina sugere litíase de estruvite ou de fosfato de cálcio)(consultar tabela 2).

    O exame bacteriológico da urina deve, em teoria, ser realizado em todos os casos de urolitíase. No entanto, a sua interpretação deve ser baseada no método de colheita utilizado (cistocentese, cateterização, compressão da bexiga ou micção voluntária).

    O único método que permite determinar a natureza dos cálculos é a sua análise quantitativa. Aqueles devem ser recolhidos em recipientes limpos e secos e sem o uso de conservantes ou outras soluções que alterem as propriedades físicas dos minerais ou dissolvam os cristais superficiais.

    A composição mineral do núcleo cristalino pode ser ou não idêntica à composição da restante porção do cálculo. Cálculos compostos são formados por diferentes camadas constituídas por diferentes minerais. Cálculos mistos são formados por diferentes minerais misturados no cálculo. O núcleo dos urolitos deve, então, ser analisado separadamente das camadas exteriores, uma vez que a sua composição pode indiciar a causa inicial da urolitíase. Aconselha-se o envio de uma amostra de urina e/ou dos próprios cálculos a um laboratório especializado para determinação da natureza dos cálculos.

    Fonte: www.hospvetprincipal.pt

  • 13/04/2012 - Histopatologia.

    O exame histopatológico utiliza pequenos fragmentos de tecido, seja de um animal vivo, então denominado biópsia, ou mesmo de um animal que já veio a óbito, quando se realiza uma necropsia.

    Há dois tipos de biópsias:

    Biópsia incisional: Quando se retira apenas um fragmento da lesão. Pode ser colhida com auxílio de punch ou lâmina de bisturi, sendo que as incisões devem ser precisas, com instrumento afiado, evitando-se o esmagamento do tecido pela pinça e tomando-se o cuidado que uma biópsia muito superficial pode conter apenas material necrótico/inflamatório, não evidenciando as lesões graves adjacentes e subjacentes, tornando muitas vezes o diagnóstico inconclusivo.

    Biópsia excisional: Consiste na exérese de toda a lesão, que deve ser circundada por uma margem de tecido normal (margem de segurança), que deve ser encaminhada inteira (peça cirúrgica) ao laboratório, para que o patologista possa avaliar as margens cirúrgicas e características da lesão.

    Conservação do material: Imediatamente após a colheita, as amostras devem ser acondicionadas diretamente no líquido fixador, em frascos de boca larga. Nunca utilizar frascos menores que a amostra, evitando-se assim a deformação do material. Os tecido que tendem a flutuar (pulmão e tecido adiposo) devem ser cobertos com algodão ou papel toalha. Nunca acondicionar o material em solução fisiológico ou água.

    O fixador recomendável é o formal 10% (1 parte de formol para 9 de água destilada) considerando-se o formaldeído a 37% como formol puro (100%). O volume do fixador deve ser 10 vezes o volume da amostra. Peças grandes devem ser enviadas ao laboratório com agilidade, para que sejam acondicionadas de forma adequada (volume de fixador e espessura da peça) após avaliação pelo patologista.

    Comparação entre PAF X BIÓPSIA

    PAF BIÓPSIA
    Baixo custo. Implica maiores gastos, procedimento cirúrgico.
    Nem sempre a amostra é significativa. Quando realizada adequadamente, fornece farto material ao patologista.
    Analisa as células isoladamente. Analisa as células, sua arquitetura e as relações com o tecido normal.
    Origem do processo: inflamatório, degenerativo, neoplásico. Informações precisas quanto à origem do processo, o tempo de evolução (crônico/agudo); etiologia e tipos histológicos envolvidos.
    Resultado rápido. Resultado leva mais tempo a sair.
    Complicações da punção de órgãos parenquimatosos: infecção, hemorragia. “Tratamento”, biópsia excisional.
    Limita-se a diferenciar processos benignos x malignos e estabelecer a origem embrionária das células. Pode precisar a origem histológica, grau de malignidade, prognóstico e indicações terapêuticas.
    Fonte: www.santelaboratorio.com.br
  • 30/03/2012 - Diagnóstico de Leishmaniose: Como interpretar.

    Por que utilizar dois métodos sorológicos para diagnosticar Leishmaniose?

    Um método sorológico (ELISA) complementa o outro (RIFI) em sensibilidade e em especificidade. A análise dos dois em conjunto nos proporciona um diagnóstico laboratorial mais seguro e confiável.

    Quando tenho divergência entre as duas sorologias (RIFI e ELISA) significa que houve erro nas metodologias?

    Não. Devemos analisar cada método separadamente. Atualmente, por ser contituído por apenas uma proteína recombinante (S7) o método ELISA é mais específico do que o RIFI, que por sua vez é mais sensível. Portanto, pode ocorrer discordância entre as sorologias principalmente no início da infecção.

    Existe Reação cruzada?

    Podem haver alguns animais reagentes na RIFI e Não reagentes ou Indeterminados no ELISA, pois o excesso de sensibilidade da RIFI pode levar ( em títulos baixos - sempre até no máximo 1/80 ) a resultados que espelham uma Reação Cruzada com outras patologias, infecções e infestações. O melhor a fazer nestes casos é solicitar a Sorologia com Diluição Total para ver até que ponto está o titulo no exame de RIFI. Caso esteja acima ou igual a 1/160 descarta-se reação cruzada – este cão tem Leishmaniose, mesmo se o ELISA estiver indeterminado - isto vai ser possível pois, o ELISA está menos sensível do que a RIFI. Siga o resultado da RIFI.

    No caso de suspeita de reação cruzada a primeira coisa a fazer são os testes diagnósticos de patologias que podem levar a este quadro. Pesquise a presença de hemoparasitas, inclusive a presença deTripanossoma. Não se esqueça de situações como Prenhez , Piometra, Dermatopatias crônicas, Vacinas e etc.

    Deu um resultado Reagente no RIFI e Não Reagente ou Indeterminado no ELISA o que pode ser?

    * Pode ser Reação cruzada com outra patologia (Babesia, Erliquia, Tripanossoma)

    * Pode ser o início de uma soroconversão de animal infectado pois, com a RIFI mais sensível do que o ELISA , nós podemos começar a ter Reagentes apenas no RIFI. Repita o exame após 30 dias – neste intervalo este animal será considerado suspeito, use coleira com Deltametrina + repelentes tópicos.

    * Caso o título da RIFI seja 1/80 solicite diluição Total, caso venha maior ou igual a 1/160, descarte reação cruzada e considere este animal como Reagente.

    Este resultado também pode ocorrer quando existe uma hemólise muito acentuada da amostra.

    Sorologia com Diluição total, o que é isto?

    A RIFI apresenta sorologia de 1/40 (considerado um título baixo e na zona cinza da RIFI), até títulos como 1/1280 ou mais. Quanto maior o título da RIFI, pior o prognóstico, segundo a literatura científica. Portanto, saber em qual patamar , e com qual título está o animal que foi encaminhado é muito importante. No caso de sorologia 1/80 solicitar a Diluição TOTAL (a diluição de rotina é feita até 1/80)

    Títulos maiores ou iguais a 1/160 já afastam a possibilidade de ser uma reação cruzada. As reações cruzadas são quase sempre com títulos de 1/40 e até 1/80.

    Há algum outro exame que possa auxiliar no diagnóstico da Leishmaniose?

    O exame Proteína Total e Frações é de grande auxilio para este fim. A importância deste exame como mais um exame complementar no diagnóstico da LVC, está comprovada por trabalhos científicos publicados. Solicite, sempre junto à sorologia para Leishmaniose, o exame Proteínas Total e Frações, que vem com a relação A/G. Caso a relação A/G seja menor do que 0,60 a chance de ser uma infecção por Leishmania é grande, embora NÃO SEJA PATOGNOMÔNICO. Trata-se de mais um parâmetro que pode nos auxiliar nos casos Indeterminados ou com resultados de RIFI com 1/40 ou 1/80 persistentes. Peça sempre junto ao exame sorológico de Leishmaniose.

    Exames Sorológicos de animais vacinados para Leishmaniose são sempre reagentes?

    Até o momento, na nossa experiência acumulada de centenas de exames de animais vacinados com até quatro doses, nós observamos que aqueles cães que apresentaram sorologia Reagente estavam realmente infectados com a Leishmania. Ou seja, ao contrário do que se supunha a vacinação não parece tornar o animal soropositivo ao exame. Desta forma continua sendo válido solicitar a sorologia para o diagnóstico de doença mesmo em animal vacinado. Recomendamos solicitar o exame com a Diluição Total, pois quanto maior o título, mais certa a chance de ser um animal infectado.

    A Hemólise pode afetar o resultado?

    Em um trabalho publicado nos Anais da X Reunião de Pesquisa em Leishmaniose – em Uberaba/ outubro de 2006 – concluiu-se que a hemólise afeta a sensibilidade dos métodos – sobretudo do ELISA.

    Fonte: http://www.tecsa.com.br/
  • 23/03/2012 - Relação Proteína/Creatinina Urinária - Diagnóstico Precoce de Lesão Glomerular.

    A dosagem de Uréia e Creatinina séricas é de importância fundamental para se avaliar a função renal, porém suas concentrações séricas só se alteram quando 75 % dos néfrons já perderam sua função.

    Muitas vezes, o paciente já apresenta um quadro de insuficiência renal, restando ao clínico apenas a opção de minimizar as complicações secundárias.

    A Relação Proteína/Creatinina urinária é um exame prático e rápido de se realizar e de grande ajuda para o Médico Veterinário.

    Ele fornece informações precoces de lesão renal, já que essa relação se altera quando 25% dos néfrons estão acometidos oferecendo ao clínico uma oportunidade de aumentar a expectativa de vida de seus pacientes, monitorar, avaliar o tratamento e o curso da doença renal.

    É importante a realização concomitante do exame de urina, para se descartar uma proteinúria pós-renal, como por exemplo, a que encontramos em uma cistite.

    Valores de Referência:
    Caninos: menor que 0,20 à Normal
                     0,21 a 1,00 à Questionável
                     Maior que 1,00 à Anormal

    Felinos: menor que 0,26 à Normal
                    0,27 a 1,00 à Questionável
                    Maior que 1,00 à Anormal
  • 13/03/2012 - Síndrome de Cushing (Hiperadrenocorticismo).

    O Hiperadrenocorticismo é uma das endocrinopatias mais comuns em cães e está associado ao excesso de glicocorticóides endógenos. Pode ser classificado em espontâneo ou iatrogênico . A maioria dos cães com Hiperadreno espontâneo (80 a 85%) possuem a forma hipófise-dependente (HHD) e 15% dos cães possuem a forma adrenal-dependente (HAD) com tumor adrenocortical funcional. A forma iatrogênica é a causa mais comum de hiperadrenocorticismo em cães. Os sintomas são: poliúria, polidipsia, polifagia, alopecia bilateral e simétrica, pele fina e hipotônica, fraqueza muscular esquelética e distensão abdominal. O diagnóstico pode ser realizado por exames laboratoriais de triagem, exames radiográficos, ultrasonográficos e testes endócrinos específicos.

    Exames Laboratoriais:

    Hemograma: o achado hematológico mais comum é o leucograma de estresse (neutrofilia, monocitose, linfopenia e eosinopenia).

    Glicemia: os glicocorticóides aumentam a gliconeogênese e diminuem a utilização periférica da glicose por antagonizar os efeitos da insulina.

    Uréia e creatinina: a diurese estimulada por glicocorticóides causa uma perda contínua de uréia e creatinina, diminuindo as concentrações séricas dessas substâncias. Este fato serve com diagnóstico diferencial da poliúria e polidipsia encontrada na insuficiência renal.

    ALT, FA, Colesterol e Triglicerídeos: encontram-se aumentados.

    Eletrólitos: Hipofosfatemia pode estar presente em aproximadamente um terço dos cães devido à diminuição da absorção tubular renal induzida por glicocorticóides. Aproximadamente metade dos cães apresenta concentração de sódio aumentado e de potássio diminuído.

    Urinálise: A densidade urinária específica é normalmente hipostenúrica (< 1,007) quando o cão tem livre acesso à água. Animais que sofrem privação de água conservam a capacidade de concentração urinária. A glicosúria ocorre quando o limiar renal de absorção de glicose (180 a 220 mg/dL) é ultrapassado. Se houver glomeruloesclerose poderemos ter proteinúria. A infecção urinária pode estar presente em 50% dos casos.

    Hormônios Tireoideanos: Em aproximadamente 70% dos casos de hiperadreno, poderemos encontrar níveis baixos de hormônios tireoideanos. Os glicocorticóides suprimem a secreção de TSH pela pituitária levando a um hipotireoidismo secundário. Altera-se a ligação do hormônio tireoideano com as proteínas plasmáticas, aumentando o metabolismo do hormônio da tireóide.

    Testes Endócrinos

    Os testes de função adrenal são de dois tipos: os que são simplesmente determinações de níveis basais de glicocorticóides na urina e no sangue e aqueles testes de resposta a supressão com dexametasona.

    CONCENTRAÇÃO DO CORTISOL BASAL

    A determinação de cortisol basal não tem valor diagnóstico pois cerca de 50% dos cães com hiperadreno espontâneo apresentam níveis dentro da faixa de normalidade, apesar da média das concentrações basais de cães com hiperadreno estar significativamente acima da média de cães normais. Este fato é explicado pela liberação dos hormônios ocorrer durante todo o dia, originando picos na concentração plasmática de cortisol.

    CONCENTRAÇÃO DE ACTH BASAL

    A liberação de ACTH é feita em picos, e a concentração plasmática varia de minuto a minuto. Para diminuir os efeitos do estresse ou hora do dia, o sangue para dosagem de ACTH deve ser colhido entre 8 e 9 horas da manhã. Aproximadamente 60% dos cães com tumor adrenocortical apresentam uma concetração de ACTH indetectável e 40% tem valores normais independente se o tumor é adenoma ou carcinoma.

    TESTE DE SUPRESSÃO COM DEXAMETASONA (BAIXA DOSE)

    Este teste confirma o diagnóstico de Hiperadrenocorticismo. Em cães e gatos normais, a concentração plasmática decresce dentro de 2 a 3 horas após a administração de dexametasona e persiste por até 8 horas, por inibir a secreção de ACTH hipofisário. Nos casos de tumores hipofisários, a resposta à supressão é variada ao feedback negativo do cortisol. A administração de baixa dose de dexametasona pode causar um grau variável de supressão do cortisol plasmático, num curto período, após a administração, não sendo mais suprimido após as 8 horas da aplicação de dexametasona. Tumores adrenocorticais funcionais secretam excesso de cortisol e independem do controle de ACTH. Assim, a administração de dexametasona em um cão com tumor adrenocortical não afetará a concentração plasmática de cortisol nas horas subseqüentes à administração.

    TESTE DE SUPRESSÃO COM DEXAMETASONA (ALTA DOSE)

    Teste utilizado para se diferenciar hiperadreno hipófise-dependente (HHD) do adrenal-dependente (HAD). Nos animais com tumor adrenocortical, a secreção de ACTH já está sendo suprimida ao máximo, portanto, a administração de dexametasona, indiferentemente da dose, não será capaz de suprimir o cortisol plasmático. Em cães com HHD, altas doses de dexametasona podem suprimir a secreção de ACTH e, consequentemente, a produção de cortisol.

    TESTE DE ESTIMULAÇÃO COM ACTH

    É utilizado para diferenciação do hiperadreno iatrogênico do endógeno, além de monitorar a terapia com mitotane. Apresenta menor sensibilidade e maior especificidade que o teste de supressão com dose baixa de dexametasona, não sendo válido para a diferenciação entre HHD e HAD. Uma das vantagens do teste é a habilidade em identificar o hiperadreno iatrogênico. Cães com sinais clínicos e com testes laboratoriais de rotina sugestivos de hiperadreno, com cortisol basal baixa ou normal, e pouca ou nenhuma resposta ao ACTH exógeno é compatível com hiperadreno iatrogênico.

    RELAÇÃO CORTISOL: CREATININA URINÁRIA

    Teste sensível mas não específico, pois muitos cães com doenças não adrenais também apresentam resultado anormal, como no caso de animais com diabetes melitus, diabetes insipidus, piometra e insuficiência hepática. A urina deve ser colhida pela manhã. É preferível que o cão esteja em casa para esse teste para se evitar o estresse.

  • 05/03/2012 - Hipertireoidismo.

    O Hipertireoidismo é uma doença resultante de excessivas concentrações dos hormônios tireoideanos. Esta desordem é observada com maior freqüência no gato idoso, embora também se desenvolva, ainda que raras vezes, no cão, sendo recomendada uma avaliação completa dos cães que apresentarem massa cervical palpável (provável carcinoma de tireóide) e sinais clínicos compatíveis, como perda de peso, vômito, etc.

    É importante ressaltar que enfermidades como falência renal crônica, doença hepática crônica e neoplasias (especialmente linfoma intestinal), apresentam sinais clínicos semelhantes aos de hipertireoidismo e, desta forma, há a necessidade de realização do diagnóstico diferencial por exames laboratoriais de rotina e testes de função da tireóide.

    Concentrações elevadas de T4 total e T4 livre confirmam o diagnóstico de hipertireoidismo, podendo-se realizar a dosagem do T4 Livre ou o Teste de supressão com o T3 em casos iniciais e brandos de hipertireoidismo, onde as concentrações de T4 Total encontram-se normais.

    O teste de supressão com T3 consiste em obter uma amostra de sangue inicial para a dosagem de T3 e T4, sendo que após isso o proprietário do animal é instruído a administrar T3 sintético via oral (25 µg/animal) três vezes ao dia durante dois dias. Na manhã do terceiro dia, administra-se mais uma dose do medicamento e após duas a quatro horas obtém-se uma nova amostra para dosagem de T3 e T4. Animais normais apresentam níveis reduzidos de T4 após sete doses de T3 exógeno e animais com hipertireoidismo apresentam declínio mínimo ou nenhuma diminuição na concentração do hormônio.

    Os valores de T3 obtidos com o teste normalmente não são utilizados para confirmar o diagnóstico, pois a dosagem do T4 é mais confiável para essa determinação. Apesar disso, a concentração do T3 pode ser avaliada para determinar se a administração do medicamento foi adequadamente realizada pelo proprietário.

    Além da dosagem hormonal, outros exames são necessários, como hemograma, perfil bioquímico, urinálise, radiografia torácica, eletrocardiografia, entre outros, devido às desordens concomitantes que podem estar presentes e que exigem atenção imediata.

  • 25/02/2012 - Dosagem de Relaxina (Diagnóstico de Gestação em Cadelas e Gatas).

    O Hormônio Relaxina é produzido pela placenta embrionária após a implantação do óvulo fertilizado . O nível da Relaxina no sangue começa a aumentar após o 21º dia da fertilização e permanece elevado por toda a gestação.

    Como os espermatozóides caninos podem continuar viáveis por muitos dias na cadela, o dia da fertilização não é necessariamente o dia da monta ou da inseminação. Nos dois casos pode haver uma variação de até cinco dias.

    Por conta desta variação, um teste negativo no 21º dia, deve ser repetido uma semana depois.

    Teste para detectar Prenhez em Cadelas e Gatas

    Utilidade:

    1 - Para detectar precocemente a gestação planejada ou não planejada;
    2 - Para monitorar a gravidez Antes/ Depois do tratamento para o Aborto;
    3 - Para detecção precoce da Falsa gravidez – Pseudociese;
    4 - Para Monitorar o andamento da gravidez.

    Especificidade: 100% - Positivo é realmente positivo - exceto se a amostra estiver muito hemolisada.

    Sensibilidade: - Até 23 dias após a Ovulação - 61% - Após 26 dias da ovulação - 100%

    Fonte: S. Buff, CERREC, National Veterinary School of Lyon , France , 2001

  • 17/02/2012 - Boas práticas para prevenção de Hemólise.

  • 10/02/2012 - Hipotireoidismo.

    Muitos testes estão disponíveis para se avaliar a função da tireóide, como a dosagem de T4 total , T4 livre , T3 total e TSH. A interpretação da concentração sérica de T4 deve ser realizada em conjunto com os achados da anamnese e do exame físico, devido a fatores externos como doenças concomitantes e uso de fármacos, que também podem diminuir os níveis deste hormônio no sangue.

    No que se refere à concentração de TSH, esta se apresenta normalmente elevada no hipotireoidismo, o que possibilita também sua utilização como teste diagnóstico. Entretanto, recomenda-se que seja avaliada juntamente com as concentrações de T4 Total ou T4 Livre, pois 18-38% dos cães com hipotireoidismo confirmado apresentam valores normais de TSH e cães sem enfermidades na tireóide podem apresentar níveis elevados deste hormônio.

    De um modo geral, o teste de maior precisão para o diagnóstico do hipotireoidismo primário é a estimulação com o TSH exógeno, pois este possibilita também a diferenciação de casos em que a concentração de T4 Total está diminuída devido a fármacos ou outras enfermidades.

    Nestes animais os níveis de T4 estão suprimidos, entretanto, o aumento que ocorre com a administração do TSH é similar ao normal.

    A realização de hemograma e dosagem sérica de colesterol são alternativas de baixo custo que podem contribuir para aumentar a especificidade do diagnóstico, pois 70% dos cães hipotireoideos apresentam níveis elevados de colesterol sérico e 40% dos animais acometidos apresentam anemia normocítica normocrômica discreta.

    Dessa forma, como esses testes apresentam uma certa dificuldade em serem interpretados isoladamente, foi criado um painel tireoideano, onde se faz uma combinação dos valores de T4 total (com ou sem T3 total) com as dosagens de T4 livre por diálise e de TSH.

    Com os resultados do painel tireoideano associados à história clínica do animal, achados clínicos do exame físico e resultados de exames laboratoriais, podem-se concluir as seguintes interpretações.

    T4 TOTAL T4 LIVRE POR DIÁLISE T3 TOTAL TSH INTERPRETAÇÃO
    BAIXO BAIXO BAIXO NORMAL/ALTO HIPOTIROIDISMO PRIMÁRIO
    BAIXO NORMAL/ALTO NORMAL/BAIXO NORMAL EUTIROIDISMO DOENTE
    BAIXO BAIXO NORMAL/ALTO NORMAL HIPOTIROIDISMO PRIMÁRIO (estágio precoce)
    BAIXO BAIXO ALTO NORMAL/ALTO HIPOTIROIDISMO COM AUTOANTICPORPO CONTRA T3
    BAIXO BAIXO NORMAL/BAIXO NORMAL HIPOTIROIDISMO SECUNDÁRIO
    NORMAL NORMAL NORMAL NORMAL EUTIROIDISMO (NORMAL)
    NORMAL NORMAL BAIXO NORMAL/ALTO EUTIROIDISMO (NORMAL)
    NORMAL BAIXO NORMAL NORMAL/ALTO NÃO DIAGNOSTICAR COMO HIPOTIROIDISMO
    ALTO ALTO NORMAL/BAIXO NORMAL AUTO-ANTICORPO CONTRA T4 OU REPOSIÇÃO T4
    ALTO BAIXO NORMAL/BAIXO NORMAL/BAIXO AUTO-ANTICORPO CONTRA T4 COM HIPOTIROIDISMO
    ALTO ALTO ALTO NORMAL PROVÁVEL NEOPLASIA TIROIDIANA (CARCINOMA)
    ALTO BAIXO ALTO NORMAL/ALTO AUTO-ANTICORPO CONTRA T4 COM HIPOTIROIDISMO

    Fonte: Universidade de Cornell - Animal Health Diagnostic Center
  • 09/09/2009 - Carnes: comissão nacional de bovinocultura de leite se reúne dia 16 na CNA.

    Ações no combate ao surto de importações de leite em pó e possíveis ameaças, contrato de formalização da relação produtor/indústria e custos de produção dos países participantes do IFCN são alguns dos temas que serão discutidos na reunião da Comissão Nacional de Bovinocultura de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O encontro será realizado dia 16 de setembro, na sede da entidade em Brasília, das 10 às 18 h, informou a FAEG.

    Fonte: Safras & Mercado.

  • 14/08/2008 - Cultura empreendedora será tema de palestras nas Delegacias Regionais.

    A parceria do CRMV-SP com o SEBRAE-SP foi firmada em 2007, a partir do I Curso sobre Empreendedorismo, realizado pela Delegacia de Botucatu/SP e SEBRAE-SP, do protocolo de intenções entre as instituições e também da definição de três etapas para o programa de estímulo ao empreendedorismo a médicos veterinários e zootecnistas. Para 2008, foram estipuladas duas fases, a primeira colocada em prática entre janeiro e julho, revelou o perfil profissional por meio de tabulação de enquetes respondidas por 8% do total de médicos veterinários e zootecnistas ativos do Estado de São Paulo. A segunda fase, iniciada em julho, tem como objetivo sensibilizar as classes para o tema cultura empreendedora por meio de palestras itinerantes, ministradas por técnicos da Unidade de Educação do SEBRAE-SP, sob o título “Cenários, Empreendedorismo e Competitividade”. A palestra de abertura aconteceu no dia 15 de julho, na sede do SEBRAE em São Paulo reunindo profissionais, membros CRMV-SP e do SEBRAE-SP. O mesmo conteúdo abordado na Capital será apresentado nas Delegacias Regionais conforme a seqüência estabelecida entre o gestor do CRMV-SP pela parceria, Prof. Dr. José Rafael Modolo, os delegados regionais e a equipe do SEBRAE-SP. Já a terceira etapa, programada para o próximo ano, prevê oficinas técnicas e cartilhas sobre empreendedorismo para a Medicina Veterinária e Zootecnia focadas nos resultados e conclusões das análises das enquetes.

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