Laboratório Oswaldo Cruz

Orientações de Coleta

  • HEMATOLOGIA

    Contagem de Plaquetas

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total – EDTA.

    Método: Automatizado e confirmação em Câmara de Neubauer (contagem manual).

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8ºC).

    Comentários: Avalia quantitativamente as plaquetas. Presença de coágulos e microcoágulos levam a uma agregação plaquetária in vitro ocasionando uma pseudo-trombocitopenia.

    Valores de Referência:
    Caninos: 200 mil a 500 mil /mm³
    Felinos: 300 mil a 800 mil / mm³
    Eqüinos: 100 mil a 350 mil/ mm³
    Bovino: 100 a 800 mil / mm³
  • Contagem de Reticulócitos

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total - EDTA.

    Método: Azul de Crezil Brilhante.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8ºC).

    Comentários: Avalia a resposta eritropoiética da medula óssea nos casos de anemia. Na espécie felina encontramos mais de um tipo de reticulócito (agregados ou ponteados). Os reticulócitos agregados evoluem para a forma de ponteado em aproximadamente 12 horas. Os reticulócitos agregados são os melhores indicadores da resposta medular.

    Valores de Referência:
    Caninos: 0,5 a 1%
    Felinos: Agregados: 0 a 1%
                    Ponteados: 0 a 10%

    Não realizado em sangue de eqüinos, bovinos, caprinos e ovinos.
  • Fibrinogênio

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total – EDTA.

    Método: Refratometria.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O fibrinogênio é uma proteína de fase aguda, onde seus níveis se elevam em processos inflamatórios. Na coagulação disseminada, fibrinólise e doença hepática os níveis encontram-se reduzidos.

    Valores de Referência:
    Caninos: 200 a 400 mg/dL
    Felinos: 50 a 300 mg/dL
    Eqüinos: 0 a 200 mg/dL
    Bovinos: 100 a 600 mg/dL
  • Hematócrito

    Preparo do paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total - EDTA.

    Método: Automatizado.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Hematócrito é a percentagem de hemácias presente em um volume total de sangue. Valores reduzidos associam-se à anemia e valores elevados à desidratação ou policitemia. A dosagem de proteínas totais simultaneamente é recomendado para diferenciar uma desidratação de uma policitemia.

    Valores de Referência:
    Caninos: 37 a 55%
    Felinos: 24 a 45%
    Bovinos: 26 a 42%
    Eqüídeos: 32 a 52%
  • Hemograma Completo

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total - EDTA.

    Método: Automatizado e microscopia óptica.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Útil na avaliação e acompanhamento de processos anêmicos, inflamatórios, infecciosos, neoplásicos e outras enfermidades.
  • Leucograma

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total - EDTA.

    Método: Automatizado.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Contagem global e diferencial de leucócitos.

    Valores de Referência:
    Canino: 6,0 a 17,0 mil/mm³
    Felino: 5,5 a 19,5 mil/mm³
    Eqüino: 5,5 a 12,5 mil/mm³
    Bovino: 4,0 a 12,0 mil/mm³
  • Pesquisa de Hematozoários

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total - EDTA ou esfregaço de sangue capilar.

    Método: Microscopia direta - Coloração Leishman.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Sangue Refrigerado (2º a 8º C). Esfregaços devem ser deixados secar ao ar e se possível, fixados em metanol.

    Comentários: Alguns parasitas que podem ser encontrados: Ehrlichia sp, Babesia sp, Mycoplasma sp, Anaplasma sp, Hepatozoon sp, Rangelia vitalli, entre outros. Um resultado Negativo não exclui a existência de hematozoários. Resultados negativos devem ser interpretados criteriosamente pelo Médico Veterinário, levando-se em consideração ao ciclo de vida do parasita e a fase da enfermidade em que o animal se encontra.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Pesquisa de Cinomose – Corpúsculo de Inclusão de Lentz

    Preparo do Paciente Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total – EDTA ou swab de secreção ocular.

    Método: Microscopia direta – Coloração Leishman.

    Conservação/Armazenamento para envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O Corpúsculo de Inclusão de Sinegaglia Lentz pode ser encontrado na Cinomose e em animais sadios até 15 dias pós vacinação. Resultados Negativos devem ser interpretados criteriosamente pelo Médico Veterinário, levando-se em consideração ao ciclo de vida do parasita e a fase da enfermidade em que o animal se encontra.

    Valor de Referência: Negativo
  • Prova de Compatibilidade Sanguínea

    Preparo do Paciente Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total – EDTA (Doador e Receptor).

    Conservação/Armazenamento para envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O animal doador deve apresentar hematócrito maior que 45%, ter mais de 27 kg, ser adulto, idade entre 1 e 8 anos, estar vacinado e vermifugado, clinicamente sadio e não estar prenhe. Uma prova de compatibilidade sanguínea negativa não previne sensibilidade ou riscos de reações transfusionais. Ela simplesmente indica que no presente momento não há anticorpos significantes contra hemácias. Leucócitos e plaquetas também são causadores de reações transfusionais. Para prevenir reações o sangue do animal doador e do receptor devem ser tipificados.
  • Tempo de Protrombina

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: 3 mL de Sangue total colhido em Citrato de sódio. Informar se o animal faz uso de medicamentos anticoagulantes.

    Método: Coagulométrico.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Avaliação da via extrínseca da coagulação.

    Valores de Referência:
    Caninos: 7 a 10 segundos
    Felinos: 7 a 12 segundos
  • Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA)

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: 3 mL de Sangue total colhido em tubo de Citrato de sódio.

    Método: Coagulométrico.v

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Exame utilizado na avaliação de defeitos da via intrínseca da coagulação, podendo constatar a deficiência dos fatores VIII, IX, XI, XII e VII (via extrínseca).

    Valores de Referência:
    Caninos: < 11 segundos
    Felinos: < 15 segundos
  • UROANÁLISE

  • Análise de Cálculo Urinário

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório

    Material: Cálculo.

    Método: Análise Físico – Química.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Enviar à temperatura ambiente em até 7 dias após a coleta, em frasco de tampa de rosca limpo e seco.

    Comentários: A análise físico-química do cálculo urinário é de grande importância clínica na orientação preventiva da urolitíase.
  • Microalbuminúria

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Urina de 24 e de 12 horas, coletada por sonda uretral ou cistocentese devendo o animal ser mantido internado e sua urina coletada pelo menos 3 vezes ao dia em intervalo de 4 ou 8 horas.

    Método: Imunoturbidimetria.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Utilizar frasco coletor estéril, e manter sob refrigeração, entre 2 e 8ºC, por período máximo de 24 horas.

    Comentários: Exame que detecta mais precocemente lesões glomerulares, do que a Urinálise e a razão Proteína-Creatinina urinária. Influências pré-analíticas: Aumento da excreção urinária de albumina pode ocorrer devido a outras condições não relacionadas à lesão renal, tais como: exercício físico vigoroso, prenhez, febre, infecção urinária, hematúria, picos de hiperglicemia, insuficiência cardíaca.

    Valores de Referência: Caninos: 1,0 a 30 mg/dL
  • Relação Proteína-Creatinina Urinária

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: 5 a 10 mL de urina recente.

    Método: Química seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Permite diagnóstico precoce da lesão glomerular.

    Valores de Referência:
    Caninos: menor que 0,20 -> Normal
    0,21 a 1,00 -> Questionável
    maior que 1,00 -> Anormal

    Felinos: menor que 0,26 -> Normal
    0,27 a 1,00 -> Questionável
    maior que 1,00 -> Anormal
  • Urinálise

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: 10 mL de urina.

    Método: Análise Físico-Química e Microscopia óptica do sedimento urinário.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Útil para avaliar o sistema urinário e suas patologias. Fornece dados como: Propriedade físico-químicas, presença de proteínas, glicose, corpos cetônicos, leucócitos, bilirrubina, urobilinogênio, hemoglobina, hemácias, cilindros, muco, cristais e bactérias.

  • PARASITOLOGIA

  • Exame Parasitológico de Fezes

    Preparo do Paciente: Jejum: não obrigatório.

    Material: Fezes recentes.

    Métodos: Kato, Faust e Hoffman modificados.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8ºC) até 24 horas após a coleta.

    Comentários: Pesquisa de parasitas presentes nas fezes. Exame qualitativo.

    Valor de Referência: Negativo
  • OPG – Ovos por Grama de Fezes

    Preparo do Paciente: Jejum: não obrigatório.

    Material: Fezes recentes (mínimo de 2,0 g).

    Método: Gordon e Withlock – Contagem em câmara de MACMASTER.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8ºC) até 48 horas após a coleta.

    Comentários: Contagem de ovos e oocistos nas fezes. Exame quantitativo e qualitativo. Mais utilizado para grandes animais.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes

    Preparo do Paciente: (4 dias antes) Não consumir carne vermelha, rabanete, nabo, couve-flor e brócolis. Evitar medicamentos: antiinflamatórios, corticóides, aspirina, compostos de ferro e vitamina C. Não contaminar as fezes com urina.

    Material: Fezes recentes: 20 a 40 gramas.

    Método: Meyer – Johannessen.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8ºC) até 48 horas após a coleta.

    Comentários: Pesquisa sangramentos gastrointestinais.

    Valor de Referência: Negativo
  • Coprológico Funcional

    Preparo do Paciente: Jejum: não obrigatório.

    Material: Fezes recentes: 20 a 40 gramas.

    Método: Digestão do Filme de Raio- X: Shwarchman.
                    Digestão da gelatina: Shwarchman modificado por Muralt.
                    Pesquisa de Gordura e Amido: Sudam III e Lugol.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8ºC) até 48 horas após a coleta.

    Comentários: O teste é útil no diagnostico da insuficiência pancreática exócrina e na avaliação dos distúrbios tanto funcionais quanto orgânicos do processo de digestão e absorção de alimentos. A Tripsina está sempre presente nas fezes com qualquer regime alimentar. Sua atividade pode estar diminuída em casos de diarréia e após o uso de laxantes.

    Valor de Referência: Digestão do Filme de Raio X: Positivo
                                           Digestão da Gelatina: Positivo
  • Pesquisa de Gordura Fecal

    Preparo do Paciente: Dieta equilibrada.

    Material: Fezes recentes: 20 a 40 gramas.

    Método: Sudam III.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8ºC) até 24 horas após a coleta.

    Comentários: O teste é útil no diagnóstico das esteatorréias. A pesquisa é positiva em patologias que provocam deficiência da digestão e/ou absorção de gorduras: doenças pancreáticas crônicas, enteropatias bacterianas, virais ou parasitárias, amiloidose e outras. Um resultado é positivo quando são encontradas mais de 10 gotículas de gordura por campo com aumento de 40X.

    Valor de Referência: Até 10 gotículas de gordura por campo com aumento de 40X.
  • BIOQUÍMICA

  • Ácido Fólico

    Preparo do Paciente: Jejum recomendado: 4 horas.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C). Proteger da luz com papel alumínio.

    Comentários: A deficiência de ácido fólico está associada à privação dietética, a situações que levam ao aumento de demanda, a fármacos, a patologias que interferem no metabolismo e/ou na absorção.

    Valores de Referência:
    Caninos: 4,0 a 13,0 ng/dL
    Felinos: 12,0 a 20,0 ng/dL
    Eqüinos: 1,5 a 6,1 ng/dL
  • Ácido Láctico

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Plasma fluoreto.

    Método: Enzimático.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Os níveis do Ácido Láctico estão relacionados com a disponibilidade de oxigênio para a realização da respiração celular.

    Valores de Referência:
    Caninos: 2 a 13 mg/dL
    Bovinos: 5 a 20 mg/dL
    Eqüinos: 10 a 16 mg/dL
  • Ácido Úrico

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Metabólito proveniente das purinas (derivadas das nucleoproteínas) e excretado principalmente por via renal. Relaciona-se com a alimentação, produção endógena e os mecanismos de reabsorção e excreção.

    Valores de Referência:
    Caninos: < 0,4 mg/dL
    Felinos: < 0,3 mg/dL
    Eqüinos: < 0,5 mg/dL
    Bovinos: 0,4 a 1,2 mg/dL
  • Albumina

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Trata-se da proteína que está em maior concentração no plasma, respondendo por cerca de 60% do total das proteínas. Tem papel importante na manutenção da pressão osmótica e no transporte de substâncias.

    Valores de Referência:
    Caninos: 2,30 a 3,90 g/dL
    Felinos: 2,70 a 3,90 g/dL
    Eqüinos: 2,50 a 4,20 g/dL
    Bovinos: 2,40 a 3,50 g/dL
  • ALT / TGP

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Enzima encontrada em altas concentrações apenas no citoplasma do hepatócito, o que torna o seu aumento mais específico de lesão hepática inicial; no entanto, pode estar aumentada em conjunto com a AST em miopatias graves.

    Valores de Referência:
    Caninos: 3 a 50 U/L
    Felinos: 20 a 107 U/L
    Eqüinos: 3 a 25 U/L
    Bovinos: 25 a 74 U/L
  • AST / TGO

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: É encontrada em altas concentrações no citoplasma e nas mitocôndrias dos hepatócitos, músculos esquelético e cardíaco, rins, pâncreas e eritrócitos. Quando qualquer um desses tecidos é danificado, a AST é liberada na circulação.

    Valores de Referência:
    Caninos: 1 a 37 U/L
    Felinos: 6 a 44 U/L
    Eqüinos: 205 a 555 U/L
    Bovinos: 58 a 100 U/L
    Aves: 12 a 241 U/L
  • Amilase

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A avaliação dos níveis séricos da amilase tem grande utilidade clínica no diagnóstico das doenças do pâncreas e na investigação da função pancreática. Para diagnóstico de pancreatite em cães, considera-se níveis de amilase 3 a 4 vezes maiores que os de referência, mesmo assim valores normais não descartam um possível diagnóstico de pancreatite. Por ser excretada pela via renal, deve-se levar em consideração a presença de azotemia no momento da interpretação do resultado. É indicado avaliar os níveis séricos de lípase. Em felinos com pancreatite observa-se hipoamilasemia. Sugere-se para confirmação de diagnóstico a realização do exame de Lípase imuno-reativa.

    Valores de Referência:
    Caninos: 388 a 1007 U/L
    Felinos: 433 a 1248 U/L
    Eqüinos: < que 30 U/L
    Bovinos: 30 a 38 U/L
  • Bilirrubina (Total e Frações)

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C). Proteger da luminosidade.

    Comentários: A bilirrubina é um pigmento originado da degradação da hemoglobina (grupo heme). Seu aumento pode ser pré- hepático, hepático ou pós-hepático.

    Valores de Referência:
    Bilirrubina Total:
    Caninos: 0,10 a 0,70 mg/dL
    Felinos: 0,10 a 0,50 mg/dL
    Eqüinos: 0,10 a 1,90 mg/dL
    Bovinos: 0,10 a 0,60 mg/dL

    Bilirrubina Conjugada:
    Caninos: 0 a 0,30 mg/dL
    Felinos: 0 a 0,30 mg/dL
    Eqüinos: 0 a 0,40 mg/dL
    Bovinos: 0,04 a 0,30 mg/dL

    Bilirrubina Não Conjugada:
    Caninos: 0,10 a 0,40 mg/dL
    Felinos: 0,10 a 0,20 mg/dL
    Eqüinos: 0,10 a 1,50 mg/dL
    Bovinos: 0,06 a 0,30 mg/dL
  • Cálcio

    Preparo do Paciente: Jejum: 4 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Útil na avaliação de distúrbios do metabolismo de cálcio e fósforo. O cálcio sérico é mantido dentro dos limites fisiológicos pela ação combinada do Paratormônio e da Vitamina D. Na interpretação de seus valores deve-se levar em conta os níveis de Albumina. Na maioria das vezes, a hipercalcemia indica a presença de hiperparatireoidismo ou neoplasias.
    Pode estar associada ao uso de drogas como diuréticos, tiazídicos, vitaminas A e D, antiácidos alcalinos, e carbonato de lítio. A imobilização (fratura) e doenças granulomatosas também podem causar hipercalcemia. As causas mais comuns de hipocalcemia são: hipoparatireoidismo idiopático ou iatrogênico, pseudo-hipoparatireoidismo, insuficiência renal, desordens do metabolismo da vitamina D, deficiência de magnésio, uso de medicamentos como anticonvulsivantes e pancreatites.

    Valores de Referência:
    Caninos: 9,70 a 12,20 mg/dL
    Felinos: 9,0 a 11,60 mg/dL
    Eqüinos: 10,70 a 13,40 mg/dL
    Bovinos: 8,20 a 10,00 mg/dL
  • Cálcio Iônico

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Colorimétrico de ponto final.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Congelado.

    Comentários: O cálcio iônico representa aproximadamente 50% do cálcio total.

    Sua dosagem é utilizada no diagnóstico e monitoramento de distúrbios do metabolismo de eletrólitos, incluindo osteopatias, nefropatias e neoplasias. A determinação do cálcio ionizado oferece sobre o cálcio total a vantagem de referir-se ao elemento fisiologicamente ativo. Seus níveis séricos não são influenciados pela concentração de proteínas, mas é influenciado, por sua vez, pelas condições de equilíbrio acido-básico. Encontra-se elevado no hiperparatireoidismo primário, neoplasias e excesso de vitamina D. Seu nível basal pode estar diminuído no hipoparatireoidismo e na deficiência de vitamina D.

    Valores de Referência:
    Caninos: 4,5 a 5,7 mg/dL
    Felinos: 3,1 a 5,1 mg/dL
    Eqüinos: 6,0 a 7,2 mg/dL
  • Capacidade de Ligação de Ferro

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Goodwin modificado.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A determinação da capacidade de ligação do ferro (CTLF) é uma estimativa indireta da concentração de transferrina, sendo utilizada para cálculo do seu índice de saturação. É útil na abordagem laboratorial das anemias hipocrômicas e microcíticas. Valores aumentados são encontrados na deficiência de ferro. Pode-se encontrar valores normais ou diminuídos na anemia por doença crônica e anemias hemolíticas.

    Valores de Referência:
    Caninos: 284 a 572 μg/dL
    Eqüinos: 200 a 262 μg/dL
  • CK (CPK) - Creatinofosfoquinase

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Está presente principalmente na musculatura estriada, no tecido cardíaco e no cérebro. Seus níveis encontram-se elevados na miosites, infecções por Toxoplasma e Neospora, na polimiopatia por hipocalemia, nos traumas musculares, distrofia muscular, exercícios físicos e decúbito prolongado. Animais em condições estressantes podem apresentar elevação nos níveis de CK.

    Valores de Referência:
    Caninos: 25 a 467 U/L
    Felinos: 49 a 688 U/L
    Eqüinos: 90 a 565 U/L
    Bovinos: 56 a 1236 U/L
  • Cloro (Cloreto)

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: É o principal ânion extracelular, responsável pela manutenção da pressão osmótica e do equilíbrio hidro-eletrolítico e ácido-básico. Geralmente os valores de cloreto acompanham os valores de sódio. Níveis elevados são encontrados na deficiência de produção de mineralocorticóides, acidose metabólica hiperclorêmica, infusão excessiva de soro fisiológico, diarréia, acidose tubular renal, fístula pancreática, dentre outros. Níveis baixos são encontrados na hiperhidratação, insuficiência cardíaca, secreção inapropriada de hormônio antidiurético, vômitos, doença de Addison, nefrite com perda de sal, cetoacidose diabética, dentre outros.

    Valores de Referência:
    Caninos: 110 a 118 mmol/L
    Felinos: 115 a 128 mmol /L
    Eqüinos: 94 a 102 mmol /L
    Bovinos: 96 a 104 mmol /L
  • Colesterol Total

    Preparo do Paciente: Jejum: 12 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Está aumentado na hipercolesterolemia primária, e também em síndrome nefrótica, hipotiroidismo, diabetes mellitus, cirrose biliar primária, hipoalbuminemia. Níveis baixos podem ser vistos na desnutrição, hipertiroidismo. O uso mais freqüente é na avaliação de risco de doença coronariana; habitualmente níveis elevados se associam com maior risco de aterosclerose.

    Valores de Referência:
    Caninos: 126 a 359 mg/dL
    Felinos: 77 a 306 mg/dL
    Eqüinos: 51 a 109 mg/dL
    Bovinos: 68 a 199 mg/dL
  • Colesterol HDL

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Fração do colesterol total, conhecida como Lipoproteína de alta densidade.

    Valores de Referência:
    Caninos: 40 a 78 mg/dL
    Felinos: 40 a 86 mg/dL
  • Colesterol LDL

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Fração do colesterol total, conhecida como Lipoproteína de baixa densidade.

    Valores de Referência:
    Caninos: 31 a 71 mg/dL
    Felinos: 20 a 40 mg/dL
  • Colesterol VLDL

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O colesterol é o principal lipídio associado à doença vascular aterosclerótica, sendo esta rara em cães.
    É metabolizado no fígado, sendo transportado no sangue por lipoproteínas (70% por LDL, 25% por HDL e 5% por VLDL).

    Valor de Referência:
    Caninos: Até 25 mg/dL
  • Creatinina

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Os níveis séricos de creatinina aumentam à medida que ocorre uma diminuição da taxa de filtração glomerular. Por isso, é utilizada como um marcador da função renal. Constitui-se o parâmetro mais utilizado na avaliação da taxa de filtração glomerular. A creatinina é livremente filtrada nos glomérulos e sua concentração no filtrado glomerular é igual à concentração plasmática. Qualquer alteração na taxa de filtração glomerular reflete nos níveis séricos de creatinina. Encontra-se aumentada em casos de azotemia seja renal, pós-renal ou pré-renal.

    Valores de Referência:
    Caninos: 0,50 a 1,50 mg/dL
    Felinos: 0,90 a 2,60 mg/dL
    Eqüinos: 0,60 a 1,80 mg/dL
    Bovinos: 0,50 a 1,10 mg/dL
  • LDH - Dehidrogenase Lática

    Preparo do Paciente: Jejum: 4 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Fatores de elevação dos níveis de LDH envolvem neoplasias, hipóxia, cardiopatias, anemia hemolítica, necrose hepática, necrose do músculo esquelético, choque e hipóxia intensa.

    Valores de Referência:
    Caninos: 105 a 1683 U/L
    Felinos: 161 a 1051 U/L
    Eqüinos: 502 a 1480 U/L
    Bovinos: 2666 a 4293 U/L
  • Eletroforese de Colesterol

    Preparo do Paciente: Jejum: 12 horas.

    Material: Soro.

    Método: Eletroforese.

    Comentários: Auxilia no diagnóstico das dislipidemias primárias e secundárias. A porcentagem das lipoproteínas é calculada a partir do colesterol total.

    Valores de Referência:
    Canino:
    LDL: 31,0 a 71,0 mg/dL
    VLDL: 4,0 a 22,4 mg/dL
    HDL: 40,0 a 78,0 mg/dL

    Felino:
    LDL: 20,0 a 40,0 mg/dL
    VLDL: 2,0 a 22,8 mg/dL
    HDL: 40,0 a 86,0 mg/dL
  • Eletroforese de Proteínas

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Eletroforese.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Análise de triagem mais utilizada para investigação de anormalidades das proteínas séricas. O exame também é utilizado no acompanhamento de pacientes com leishmaniose, complementar no diagnóstico da erliquiose e mieloma. Nos felinos, a peritonite infecciosa felina é uma causa comum de gamopatia, em que a fração gama é mais elevada. Hipoalbuminemia: Encontrada na síndrome nefrótica, cirrose hepática, desnutrição, enteropatias com perda protéica, processos inflamatórios crônicos. Hipogamaglobulinemia: Mieloma múltiplo não secretor ou produtor de cadeias leves. Hipergamaglobulinemia: Policlonal, na cirrose hepática, infecções subagudas e crônicas, doenças autoimunes. Hiperalfaglobulinemia: Comum nas hepatopatias.

    Uma hipoproteinemia pode ser reflexo de uma nefropatia com perda protéica resultando em proteinúria. Uma enteropatia com perda protéica, como, por exemplo, a perda crônica de peso e diarréia, também pode levar a baixos valores de proteína plasmática, bem como a diminuição da produção hepática de proteína.

    Valores de Referência:
    Caninos:
    Albumina: 2,3 a 3,8 g/dL
    Alfa 1: 0,2 a 0,5 g/dL
    Alfa 2: 0,35 a 1,1 g/dL
    Beta: 1,2 a 2,7 g/dL
    Gama: 0,8 a 1,8 g/dL
    Relação A/G: 0,5 a 1,7 g/dL
    Proteínas totais: 5,4 a 7,7 g/dL

    Felinos:
    Albumina: 2,1 a 3,9 g/dL
    Alfa 1: 0,2 a 1,1 g/dL
    Alfa 2: 0,4 a 0,9 g/dL
    Beta: 0,7 a 1,6 g/dL
    Gama: 1,5 a 3,5 g/dL
    Relação A/G: 0,45 a 1,7 g/dL
    Proteínas totais: 5,4 a 7,6 g/dL
  • Enzima Conversora de Angiotensina - ECA

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Cinético-Enzimático.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A enzima conversora de angiotensina está concentrada na superfície das células do endotélio pulmonar podendo ser encontrada também em epitélio tubular e células endócrinas.

    Valor de Referência:
    8 a 55 U/L
  • Ferro Sérico

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Goodwin modificado.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 e 8ºC) ou congelado até 2 dias após a coleta.

    Comentários: A maior parte do ferro corporal é oriunda da dieta. A determinação do ferro sérico é utilizada no diagnóstico diferencial de anemias. Níveis diminuídos relacionam-se às perdas sanguíneas crônicas, infecção crônica, neoplasia, nefrose e deficiências dietéticas.

    Valores de Referência:
    Caninos: 33 a 147 μg/dL
    Felinos: 33 a 135 μg/dL
    Eqüinos: 50 a 198 μg/dL
    Bovinos: 39 a 155 μg/dL
  • Fosfatase Alcalina

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Enzima presente em todos os tecidos do organismo. Sua utilidade está na investigação de doenças hepatobiliares e osteopatias que aumentam com atividade osteoblástica. Está presente principalmente no fígado, nos ossos, no epitélio intestinal e na placenta. Os níveis séricos de fosfatase alcalina encontram-se elevados em patologias que resultam em colestase. Outras causas da elevação dos níveis dessa enzima envolvem quadros de pancreatite, animais em crescimento, pacientes submetidos a terapia com glicocorticóides e/ou anticonvulsivantes, osteossarcoma, hiperparatireoidismo, hiperadrenocorticismo, hipertireoidismo e nas enterites.

    Valores de Referência:
    Caninos: 20 a 155 U/L
    Felinos: 23 a 107 U/L
    Eqüinos: 109 a 315 U/L
    Bovinos: 41 a 106 U/L
  • Fosfatase Alcalina total e frações (isoenzimas)

    Preparo do Paciente: Jejum: 4 horas.

    Material: Soro.

    Método: Eletroforese.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O teste tem utilidade no diagnóstico diferencial das elevações da fosfatase alcalina. O cão apresenta 3 isoenzimas de Fosfatase Alcalina: óssea, induzida por glicocorticóides e hepática.

    Na prática clinica, o aumento da produção da FA e de sua atividade sérica está relacionada a doenças hepáticas, hepatobiliares, doenças ósseas que cursam com aumento de atividade osteoblástica, indução por drogas e várias doenças crônicas, inclusive neoplasias.

    Osteossarcoma e outras neoplasias ósseas (primárias ou secundárias), raquitismo, osteomalacia, hiperparatireoidismo proporcionam maior atividade da fração óssea devido a proliferação de osteoblastos que acompanham estes distúrbios. É possível notar aumento marcante na atividade sérica da Fosfatase Alcalina nos casos de colestase em cães. O aumento da pressão no lúmen dos ductos biliares induz ao aumentonaprodução da isoenzima hepática pelos hepatócitos. Em colestase, este aumento geralmente ocorre antes que da elevação da bilirrubina. Doenças hepáticas que resultam em acentuada tumefação dos hepatócitos – lipidose hepática, inflamação do parênquima hepático –podem induzir ao aumento da fosfatase alcalina sérica. Em cães, os glicocorticóides (exógenos ou endógenos) provocam maior produção dafosfatase alcalina pelos hepatócitos.

    O hiperadrenocorticismo está associada à alta atividade plasmática de fosfatase alcalina, devido à freqüente presença de hepatopatia esteróide exógena, e também pelaproduçãode uma isoenzima induzida por glicocorticóides pelo córtex adrenal.

    FOSFATASE ALCALINA TOTAL
    FRAÇÃO ÓSSEA
    FRAÇÃO INDUZIDA POR GLICOCORTICÓIDES
    FRAÇÃO HEPÁTICA

    VALORES DE REFERÊNCIA:

    IDADE FRAÇÃO ÓSSEA FRAÇÃO INDUZIDA POR GLICOCORTICÓIDES FRAÇÃO HEPÁTICA
    Até 1 ano De 105 a 192 U/L Inferior a 30 U/L De 7,5 a 60 U/L
    Entre 1 e 7 anos Inferior a 80 U/L Inferior a 30 U/L Inferior a 120 U/L
    Acima de 7 anos Inferior a 60 U/L Inferior a 60 U/L Inferior a 120 U/L
  • Fósforo

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O fósforo é um dos constituintes mais abundantes do organismo, presente em diferentes tecidos. Pode estar associado à desidratação, falência renal, episódios de vômitos, septicemia etc. As principais causas de elevados níveis circulantes são: insuficiência renal, hipoparatireoidismo, hipervitaminose D, osteoporose, mieloma, diabetes descompensada e desidratação. Níveis abaixo do normal estão ligados a patologias como hiperparatireoidismo, hipotireoidismo, osteomalácia, hipovitaminose D e raquitismo.

    Valores de Referência:
    Caninos: 2,20 a 7,90 mg/dL
    Felinos: 2,60 a 9,20 mg/dL
    Eqüinos: 1,90 a 5,40 mg/dL
    Bovinos: 4,70 a 9,00 mg/dL
  • Frutosamina

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Colorimétrico – Redução do NBT.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A Frutosamina é resultante da ligação não enzimática e irreversível da glicose à albumina independentemente da insulina. Como a albumina, maior componente da frutosamina, tem meia-vida curta, cerca de 2 a 3 semanas, o teste da frutosamina reflete o controle glicêmico de curto prazo. O exame, contudo, não deve ser usado para diagnóstico de diabetes. Os valores de frutosamina sérica podem se mostrar alterados em situações de perda ou diminuição da meia-vida das proteínas. Não deve ser utilizada como único parâmetro para fins diagnósticos e sim como acompanhamento do controle do paciente diabético.

    Valores de Referência:
    Canino: 225.00 a 375.00 micromol/L
    Felino: 225.00 a 375.00 micromol/L

    Interpretação:
    Menor que 250.00..: Hipoglicemia Prologanda
    Controle Excelente: 350.00 a 400.00
    Controle Bom......: 400.00 a 450.00
    Controle Médio....: 450.00 a 500.00
    Controle Ruim.....: Maior que 500.00
  • GGT - Gama GT

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A Gama GT tem aplicação no estudo das doenças hepatobiliares e auxilia no diagnóstico de colestase hepatobiliar. Está distribuída em quase todo tecido animal. O rim contém a mais elevada concentração, seguido pelo pâncreas e fígado. É o marcador primário de colestase extra ou intra-hepática. O uso de anticonvulsivantes e glicocorticóides pode elevar os níveis de GGT. Não se constitui um marcador ósseo como fosfatase alcalina, podendo ser utilizada para diferenciar doença hepatocelular da doença óssea.

    Valores de Referência:
    Caninos: 5 a 25 U/L
    Felinos: inferior a 5 U/L
    Eqüinos: 12 a 45 U/L
    Bovinos: 22 a 64 U/L
  • Hemoglobina Glicada

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Sangue total – EDTA.

    Método: Cromatografia.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Útil na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. O teste reflete o controle glicêmico de longo prazo.
    Quanto mais glicose houver no sangue, mais hemoglobina glicada será formada. A membrana da hemácia é altamente permeável à molécula de glicose, fazendo com que a hemoglobina presente no seu interior fique exposta praticamente à mesma concentração da glicose plasmática. A glicação ocorrerá em maior ou menor grau, conforme o nível de glicemia. A hemoglobina glicada permanece dentro das hemácias e a sua concentração, num determinado momento, dependerá, basicamente, da taxa glicêmica média e da meia-vida das hemácias.

    Valores de Referência:
    Canino: 2,3 a 6,4%
    Felinos: menor que 2%
  • Glicose

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Plasma Fluoreto.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Útil no diagnóstico e no tratamento de portadores de algum distúrbio no metabolismo de carboidratos que levem a quadros de hipoglicemia ou hiperglicemia. Encontra-se elevada no diabetes mellitus, hiperadrenocorticismo, pancreatite, estresse, e em animais sob efeito de fármacos como a xilazina, progestágenos, glicocorticóides e soro glicosado. Hipoglicemia pode ocorrer na insuficiência hepática, hipopituitarismo, neoplasia, hiperinsulinismo, septicemia, leucemia, doenças do armazenamento de glicogênio e em filhotes e cães de raças toy.

    Valores de Referência:
    Caninos: 67 a 147 mg/dL
    Felinos: 75 a 199 mg/dL
    Eqüinos: 72 a 114 mg/dL
    Bovinos: 44 a 78 mg/dL
  • Lipase

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: É uma enzima digestiva produzida principalmente pelas células acinares do pâncreas exócrino e excretada via renal. Sua avaliação é essencial no diagnóstico das patologias pancreáticas. Valores aumentados podem ser encontrados na pancreatite aguda, mas também na insuficiência renal, gastrite crônica, carcinomas abdominais e corpos estranhos duodenais. Seus níveis também podem elevar-se após cirurgias (laparotomias) e em pacientes submetidos à terapia com dexametasona. Seu valor sérico não corresponde à severidade da pancreatite.

    Valores de Referência:
    Caninos: 268 a 1769 U/L
    Felinos: 157 a 1715 U/L
    Eqüinos: 460 a 870 U/L
    Bovinos: 32 a 198 U/L
  • Lipídeos Totais

    Preparo do Paciente: Jejum: 12 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Tem como finalidade avaliar, de forma ampla, os lipídeos corporais. As principais causas da hiperlipidemia (aumento do colesterol, triglicérides ou ambos) primária são: hiperlipoproteinemia idiopática do Schnauzer miniatura, hiperquilomicronemia idiopática dos felinos, deficiência de lipase lipoprotéica do gato, hipercolesterolemia idiopática. As causas secundárias envolvem hipotireoidismo, diabetes mellitus, hiperadrenocorticismo, pancreatite, colestase, insuficiência hepática, síndrome nefrótica.

    Valores de Referência:
    Caninos: 400 a 960 mg/dL
    Felinos: 380 a 700 mg/dL
  • Magnésio

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O magnésio sérico deve ser avaliado em conjunto com alterações clínicas associadas à hipomagnesemia (anorexia, distúrbios gastrintestinais, pancreatite aguda, colestase, glomerulonefrite, fluidoterapia intravenosa prolongada, cetoacidose diabética, hipertireoidismo, sepse, nutrição parenteral total) e hipermagnesemia (insuficiência renal, ingestão excessiva de substâncias que contêm magnésios – antiácidos, laxantes). Trata-se de um dos principais cátions do sangue, sendo necessário para manutenção dos níveis celulares de potássio.

    Valores de Referência:
    Caninos: 1,7 a 2,4 mg/dL
    Felinos: 1,9 a 2,6 mg/dL
    Eqüinos: 1,6 a 2,0 mg/dL
    Bovinos: 2,0 a 2,80 mg/dL
  • Potássio

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A mensuração do potássio está indicada na anorexia prolongada, vômito, diarréia, fraqueza muscular, bradicardia, arritmias supraventriculares, oligúria, anúria e poliúria. No hiperadrenocorticismo, cetoacidose diabética, obstrução uretral, nos animais submetidos ao uso de diuréticos e de inibidores de ECA. É o principal cátion intracelular, fluidoterapia pobre em cálcio bem como diarréias e vômitos podem reduzir os níveis de potássio. A pseudo-hipercalemia pode ocorrer secundária a um atraso na separação do soro do sangue com leucocitose intensa ou trombocitose, elementos celulares ricos em potássio. Pode ocorrer ainda quando se tem hemólise e quando a coleta é feita em heparina potássica. Cães da raça Akita podem ter um atraso na separação da amostra coagulada resultando num aumento nos valores de potássio.

    Valores de Referência:
    Caninos: 3,5 a 5,0 mmol/L
    Felinos: 3,5 a 5,1 mmol/L
    Eqüinos: 2,7 a 4,9 mmol/L
    Bovinos: 4,0 a 5,70 mmol/L
  • Proteína Plasmática Total

    Preparo do Paciente: Jejum: 12 horas.

    Material: Sangue total - Edta.

    Método: Refratometria.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A dosagem de Proteína Plasmática apresenta valores um pouco maiores que a Proteína Sérica Total devido à presença das proteínas de coagulação que não são consumidas quando utilizamos anticoagulantes como o Edta.

    Valores de Referência:
    Caninos: 6,00 a 8,00 g/dL
    Felinos: 6,00 a 8,00 g/dL
    Eqüinos: 7,00 a 8,50 g/dL
    Bovinos: 5,80 a 8,70 g/dL
  • Proteína Sérica Total e Frações

    Preparo do Paciente: Jejum: 12 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A dosagem de seus níveis séricos é de grande auxílio na avaliação do estado nutricional e da presença de doenças sistêmicas agudas ou crônicas. Mensura os valores de albumina e globulina. Hiperalbuminemia ocorre na desidratação. Hipoabuminemia e hipoglobulinemia ocorrem em hemorragias, em lesões exsudativas e enteropatias com perda protéica. A hipoalbuminemia também pode ser decorrente da insuficiência hepática crônica, ingestão protéica insuficiente, má-digestão, má-absorção, nefropatias e efusões corporais. Hiperglobulinemia ocorre nas infecções crônicas, como as infecções virais felinas, leishmaniose e em algumas neoplasias.

    Valores de Referência:

    Proteína Total:
    Caninos: 4,80 a 6,60 g/dL
    Felinos: 5,50 a 7,10 g/dL
    Eqüinos: 4,90 a 6,90 g/dL
    Bovinos: 5,80 a 7,50 g/dL

    Albumina:
    Caninos: 2,30 a 3,90 g/dL
    Felinos: 2,70 a 3,90 g/dL
    Eqüinos: 2,50 a 4,20 g/dL
    Bovinos: 2,40 a 3,50 g/dL

    Globulina:
    Caninos: 2,70 a 4,40 g/dL
    Felinos: 2,60 a 5,10 g/dL
    Eqüinos: 3,00 a 5,20 g/dL
    Bovinos: 2,60 a 4,00 g/dL
  • Relação Sódio: Potássio - Hipoadrenocorticismo

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Uma relação menor que 27 ocorre normalmente em cães com hipoadrenocorticismo. Amostras hemolisadas podem levar a um falso-positivo.
  • Sódio

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A redução nos valores de sódio pode estar associada a perdas gastrointestinais por vômito, diarréia, insuficiência renal e cardíaca congestiva, administração de diuréticos, diabetes mellitus, hiperaldosteronismo, etc. Trata-se do principal cátion extracelular. Os sais de sódio são os principais determinantes da osmolaridade. Alguns fatores regulam a homeostasia do balanço do sódio, tais como, aldosterona e hormônio antidiurético. O teste é útil na avaliação dos distúrbios hidroeletrolíticos. A hiponatremia ocorre através da perda gastrointestinal (vômitos, diarréia) e se for severa pode levar a acidose metabólica.

    Valores de Referência:
    Caninos: 138 a 148 mmol/L
    Felinos: 148 a 157 mmol/L
    Eqüinos: 132 a 141 mmol/L
    Bovinos: 134 a 144 mmol/L
  • Transferrina

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Imunoturbidimetria.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Proteína transportadora responsável por carrear o ferro no plasma e no líquido extracelular para suprir as necessidades teciduais. A transferrina, associada ao ferro sérico e a ferritina, são úteis na abordagem laboratorial das anemias hipocrômicas e microcíticas. Valores aumentados de transferrina são encontrados na deficiência de ferro. Valores normais ou diminuídos podem ser encontrados na anemia por doença crônica e anemias hemolíticas.

    Valores de Referência: 2,0 a 3,6 g/dL
  • Triglicérides

    Preparo do Paciente: Jejum: 12 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Dosagens de triglicerídeos são usadas para avaliar hiperlipidemias ou hipercolesterolemia. Valores aumentados podem estar presentes no hipoparatireoidismo, síndrome nefrótica, hiperadrenocorticismo, diabetes mellitus etc.

    Valores de Referência:
    Caninos: 21 a 116 mg/dL
    Felinos: 21 a 155 mg/dL
    Eqüinos: 11 a 59 mg/dL
  • Uréia

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Química Seca.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Constitui-se um marcador de função renal. Os aumentos dos níveis séricos da uréia podem ser classificados, de acordo com a sua origem, como pré-renais, renais e pós-renais. É a principal fonte de excreção do nitrogênio. Deve ser avaliado concomitante com os níveis de creatinina. Os níveis de uréia encontram-se aumentados na insuficiência renal, hemorragia gastrointestinal trauma, febre e nos animais em uso de corticosteróides e drogas nefrotóxicas. Os níveis de uréia estão reduzidos na insuficiência hepática, poliúria e na baixa ingestão protéica.

    Valores de Referência:
    Caninos: 21,40 a 59,90 mg/dL
    Felinos: 42,80 a 64,20 mg/dL
    Eqüinos: 21,40 a 51,40 mg/dL
    Bovinos: 42,80 a 64,20 mg/dL
  • ANÁLISE DE LÍQUIDOS CAVITÁRIOS

  • Análise de Líquidos Cavitários (Pleural, Sinovial, Ascítico, Líquor)

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Líquidos cavitários: líquido ascítico, pleural, torácico, líquor.

    Método: Análise Físico-Quimica e Citológica.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Enviar metade do material em frasco estéril ou em seringa e a outra metade em tubo de EDTA. Após a coleta, manter refrigerado (2º a 8º C) e enviar ao Laboratório assim que possível.

    Comentários: Avaliação das propriedades físicas, químicas e citológicas da amostra. Os líquidos cavitários estão associados a processos infecciosos, inflamatórios, neoplasias, traumas, distúrbios da coagulação, hipoproteinemia, pericardite hemorrágica e outros. Suspeita de ruptura de bexiga: devem ser dosadas uréia e creatinina do líquido e do soro. Valores de uréia e creatinina no líquido maiores que pelo menos 3 vezes que no soro são indicativos de ruptura de bexiga. Suspeitas de Quilo: devem ser dosados Triglicerídeos e Colesterol no soro e no fluido. Valores de Triglicerídeo no fluído são superiores aos valores encontrados no soro. Valores de Colesterol no fluído são inferiores aos valores encontrados no soro. Suspeita de Pseudoquilo: devem ser dosados Triglicerídeos e Colesterol no soro e no fluído. Valores de Triglicerídeo no fluído são inferiores aos valores encontrados no soro. Valores de Colesterol no fluído são maiores que aos valores encontrados no soro. Suspeita de PIF: devem ser dosadas Proteína, Albumina e Globulina do líquido. A Relação Albumina/Globulina < 0,81 é fortemente sugestivo de PIF.
  • IMUNOLOGIA

  • Anticorpo Anti-Nuclear

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Imunofluorescência Indireta - RIFI.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Anticorpo Anti-Nuclear (ANA) e o Fator Anti-Nuclear (FAN) são sinonímias para designar a pesquisa de auto-anticorpos utilizando-se células de mamíferos como substrato. Através desses exames, pode-se avaliar a presença de doença autoimune como o Lúpus Eritematoso Sistêmico. No FAN utilizam-se hepatócitos murinos ao passo que no ANA são utilizadas células humanas de linhagem celular estabelecida, como por exemplo, o Hep-2. Tal substrato apresenta uma maior especificidade e baixa incidência de falso-positivos em diluições mínimas como 1/25. Nos casos de dúvida deve-se pesquisar a presença dos auto-anticorpos utilizando 2 substratos e, além disso, associar à clínica do paciente e outros exames laboratoriais complementares que podem auxiliar no diagnóstico diferencial (ex.: Leishmaniose, Ehrlichiose).

    Valores de Referência: Não Reagente.
  • Anemia Infecciosa Equina (AIE)

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: IDAG - Imunodifusão em Ágar Gel.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A requisição deve ser preenchida por completo, carimbada (3 vias) e assinada (3 vias) pelo Médico Veterinário responsável. A resenha deve conter o máximo de informações do animal. O diagnóstico da AIE está sobre controle do Ministério da Agricultura e Pecuária, podendo somente ser realizado por Laboratórios credenciados, estando esses autorizados a realizar emissão de atestados (válidos por 60 dias).

    Valores de Referência: Negativo.
  • Babesia Canis - IgM

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Imunofluorescência Indireta – RIFI.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Detecta anticorpos da classe IgM que são produzidos no inicio da infecção pelo protozoário, indicando um processo agudo ou infecção ativa.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Babesia Canis - IgG

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Imunofluorescência Indireta (RIFI).

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Análise sorológica que permite a detecção de anticorpos da classe IgG produzidos nos estágios avançados da infecção pelo protozoário, indicando um processo crônico. Titulações baixas podem também refletir um quadro de memória imunológica.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Babesia Canis - PCR

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total EDTA.

    Método: PCR.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Resultados Positivos confirmam o diagnóstico, mesmo que apenas em uma amostra. Ter cautela na interpretação de resultados Negativos devido aos seguintes fatores: tipo de material coletado, momento da infecção (fase de parasitemia ou não), tratamentos concomitantes, conservação da amostra, dentre outros, pois estas situações podem interferir na sensibilidade do teste. É necessário realizar sempre a correlação com os resultados sorológicos.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Brucelose Canina

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Imunodifusão em Ágar Gel (IDGA).

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A brucelose canina é uma doença infecto-contagiosa que se caracteriza por aborto, infertilidade, comprometimento de tecidos linfóides e bacteremia prolongada. Quando a bactéria migra para os tecidos, o nível de anticorpos decai e animais infectados por menos de 4 a 12 semanas podem apresentar resultados falso negativos. Animais em tratamento são considerados negativos a partir de 3 testes sorológicos consecutivos negativos.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Brucelose Equina

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Método: Soroaglutinação rápida (SAR).

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Exame realizado para detectar a Brucella abortus.

    Valor Referência: Negativo.
  • CAE - Artrite Encefalite Caprina

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Imunodifusão em gel de Ágar (IDGA).

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A Artrite-encefalite Caprina (CAE) é uma Lentivirose dos caprinos.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Calicivírus Felino - PCR

    Preparo do Paciente: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: PCR.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Resultados Positivos confirmam o diagnóstico, mesmo que apenas em uma amostra. Ter cautela na interpretação de resultados Negativos devido aos seguintes fatores: tipo de material coletado, momento da infecção (fase de parasitemia ou não), tratamentos concomitantes, conservação da amostra, dentre outros, pois estas situações podem interferir na sensibilidade do teste.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Chlamydophila Psittaci – Clamidiose Felina (PCR)

    Preparo do Paciente: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: PCR.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Resultados Positivos confirmam o diagnóstico, mesmo que apenas em uma amostra. Ter cautela na interpretação de resultados Negativos devido aos seguintes fatores: tipo de material coletado, momento da infecção (fase de parasitemia ou não), tratamentos concomitantes, conservação da amostra, dentre outros, pois estas situações podem interferir na sensibilidade do teste. É necessário realizar sempre a correlação com os resultados sorológicos.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Cinomose - IgM

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Imunocromatografia.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: é indicado para avaliar exposição recente ao antígeno viral, ou seja, há menos de 4 semanas. Este Teste tem Sensibilidade de 93,1% e Especificidade de 95,5 % para a detecção da Cinomose. Pode haver resultado “falso- positivo” devido a uma vacinação há menos de 20 dias.

    Valor de Referência: Resultado expresso em Score(s). A interpretação é de competência do Médico Veterinário responsável, devendo levar em consideração aspectos clínicos, histórico e vacinação prévia.

    Score 0 = Negativo
    Score 1 e 2 = Baixo positivo
    Score 3 = Médio positivo
    Score 4 ou maior = Alto positivo
  • Cinomose - IgG

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Imunocromatografia.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: É indicado para se verificar exposição mais antiga ao antígeno, ou seja, há mais de um mês. No caso de suspeita de doença, a obtenção de um Score variando de médio positivo ou maior, pode ser forte indicativo de resposta ao agente patológico em doença já em curso. O teste também permite a detecção de anticorpos da classe IgG para estimativa do estado imune do animal.

    Valores de Referência:
    A interpretação do resultado é de competência do Médico Veterinário responsável, devendo levar em consideração aspectos clínicos, histórico e vacinação prévia.

    Score 0 = Negativo
    Score 1 e 2 = Baixo positivo
    Score 3 = Médio positivo
    Score 4 ou maior = Alto positivo
  • Cinomose - PCR

    Preparo do Paciente: Não obrigatório.

    Material: Sangue Total Edta + Urina + Secreção ocular.

    Método: PCR.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Resultados Positivos confirmam o diagnóstico, mesmo que apenas em uma amostra. Ter cautela na interpretação de resultados Negativos devido aos seguintes fatores: tipo de material coletado, momento da infecção (fase de parasitemia ou não), tratamentos concomitantes, conservação da amostra, dentre outros, pois estas situações podem interferir na sensibilidade do teste. É necessário realizar sempre a correlação com os resultados sorológicos e pesquisa de antígeno viral ou corpúsculo de inclusão (Lentz).

    Valor de Referência: Negativo.
  • Cinomose + Parvovirose - IgM

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Blot ELISA – Imunocromatografia.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Detecta anticorpos IgM específicos para Parvovirose e Cinomose caninas.

    Valores de Referência:
    Interpretação por Score(S) e conversão para títulos de IFI.

    Score 0 = Negativo
    Score 1 e 2 = Baixo positivo
    Score 3 = Médio positivo
    Score 4 ou maior = Alto positivo

  • Cinomose + Parvovirose - IgG

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Blot ELISA – Imunocromatografia.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Detecta anticorpos IgG específicos para Parvovirose e Cinomose caninas.

    Valores de Referência: Interpretação por Score(S) e conversão para títulos de IFI.

    Score 0 = Negativo
    Score 1 e 2 = Baixo positivo
    Score 3 = Médio positivo
    Score 4 ou maior = Alto positivo

  • Coronavirose + Parvovirose

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Fezes frescas sem conservantes.

    Método: Imunocromatografia.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Detecta simultaneamente antígenos de Parvovírus e Coronavírus.

    Valores de Referência: Negativo.
  • Diagnóstico Sorológico de Gestação – Dosagem de Relaxina

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Imunocromatografia.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O teste é baseado em uma técnica de imunomigração rápida e detecta dois anticorpos dirigidos contra Relaxina. O Hormônio Relaxina é produzido pela placenta embrionária após a implantação do óvulo fertilizado . O nível da Relaxina no sangue começa a aumentar após o 21º dia da fertilização e permanece elevado por toda a gestação. Como os espermatozóides caninos podem continuar viáveis por muitos dias na cadela, o dia da fertilização não é necessariamente o dia da monta ou da inseminação. Nos dois casos pode haver uma variação de até cinco dias. Por conta desta variação, um exame com resultado negativo no 21º dia, deve ser repetido após uma semana.

    Valores de Referência:
    Amostras positivas: Todos os resultados positivos permitem confirmar a gestação. Amostras negativas: Ausência de gestação, ou quantidades muito baixas que não permitem sua detecção. A ausência de gestação não pode ser confirmada antes do 21º dia após a ovulação na cadela e 31 dias apos cobertura na gata. Dois resultados negativos com intervalo de uma semana são necessários para a confirmação de ausência de gestação, especialmente quando se desconhece a data de ovulação.
  • Dirofilariose - Pesquisa de antígeno

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro ou plasma EDTA.

    Método: Imunocromatografia.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Exame detecta parasitas machos e fêmeas de qualquer idade. Apenas um único parasita é necessário para detecção do antígeno.

    Valores de Referência: Negativo.
  • Dirofilariose, Doença de Lyme, Erliquiose e Anaplasma

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Dot blot.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Este teste tem a capacidade de detectar, simultaneamente, o antígeno de Dirofilaria immitis, os anticorpos contra Borrelia burgdorferi, e Ehrlichia canis. Obs. Dirofilária: Exame detecta parasitas machos e fêmeas de qualquer idade. Apenas um único parasita é necessário para detecção do antígeno.

    Valores de Referência: Negativo.
  • Ehrlichia - IgM e IgG (RIFI)

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI).

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Permite a detecção de anticorpos específicos tanto na fase aguda (IgM) quanto crônica (IgG). Títulos baixos de IgG podem permanecer por semanas a meses após o tratamento do animal e remissão dos sinais clínicos.

    Valores de Referência: Negativo
  • Ehrlichia Canis - PCR

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total EDTA.

    Método: PCR.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Resultados Positivos confirmam o diagnóstico, mesmo que apenas em uma amostra. Ter cautela na interpretação de resultados Negativos devido aos seguintes fatores: tipo de material coletado, momento da infecção (fase de parasitemia ou não), tratamentos concomitantes, conservação da amostra, dentre outros, pois estas situações podem interferir na sensibilidade do teste. É necessário realizar sempre a correlação com os resultados sorológicos.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Giárdia

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Fezes frescas.

    Método: Elisa.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 e 8ºC) até 48 horas pós coleta. Passado esse período congelar a amostra.

    Comentários: Detecta os antígenos de Giárdia (GSA-65) nas fezes, mesmo que o animal não esteja eliminando cistos no momento da realização do exame.

    Valores de Referência: Negativo.
  • Giárdia SP - PCR

    Preparo do Paciente: Não obrigatório.

    Material: Fezes frescas.

    Método: PCR.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Resultados Positivos confirmam o diagnóstico, mesmo que apenas em uma amostra. Ter cautela na interpretação de resultados Negativos devido aos seguintes fatores: tipo de material coletado, momento da infecção (fase de parasitemia ou não), tratamentos concomitantes, conservação da amostra, dentre outros, pois estas situações podem interferir na sensibilidade do teste. É necessário realizar sempre a correlação com os resultados de pesquisa de antígenos e parasitológicos diretos.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Fator Anti-Nuclear (FAN)

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Reação de Imunofluorescência Indireta RIFI.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O Fator Anti-Nuclear (FAN) e o Anticorpo Anti-Nuclear (ANA) são sinonímias para designar a pesquisa de auto-anticorpos utilizando-se células de mamíferos como substrato. Através desses exames, pode-se avaliar a presença de doença auto-imune como o Lúpus Eritematoso Sistêmico. No FAN utilizam-se hepatócitos murinos ao passo que no ANA são utilizadas células humanas de linhagem celular estabelecida, como por exemplo, o Hep-2. Tal substrato apresenta uma maior especificidade e baixa incidência de falso-positivos em diluições mínimas como 1/25. Nos casos de dúvida deve-se pesquisar a presença dos auto-anticorpos utilizando 2 substratos e, além disso, associar à clínica do paciente e outros exames laboratoriais complementares que podem auxiliar no diagnóstico diferencial (ex.: Leishmaniose, Ehrlichiose).

    Valores de Referência: Não Reagente.
  • Fator Reumatóide

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Aglutinação do látex.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O Fator Reumatóide está presente em até 75% dos cães com artrite reumatóide. Não é suficiente para um diagnóstico de artrite reumatóide. Um teste positivo pode estar presente em certas patologias como o LES, Leishmaniose, Lyme, Erlichiose e Micoplasmose.

    Valor de Referência: Inferior a 20 uI/mL.
  • FIV / FELV - Imunodeficiência Felina e Leucemia Viral Felina

    Preparo do Paciente: Jejum Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Elisa.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Felinos infectados pelo vírus da FELV podem passar um a dois anos sem manifestação de sintomatologia clínica. Na infecção pelo vírus da FIV, o prazo para o início de sintomatologia pode ultrapassar cinco anos. O efeito da imunossupressão causada por esses agentes priva o felino de suas defesas contra os agentes infecciosos, levando o animal a infecções diversas por outros agentes. Além disso, a infecção pelo FELV acompanha freqüentemente o desenvolvimento de tumores ou de leucemias fatais.

    Valores de Referência: Negativo.
  • Haemobartonella - Mycoplasma haemocanis e haemofelis (PCR)

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total EDTA.

    Método: PCR.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Resultados Positivos confirmam o diagnóstico, mesmo que apenas em uma amostra. Ter cautela na interpretação de resultados Negativos devido aos seguintes fatores: tipo de material coletado, momento da infecção (fase de parasitemia ou não), tratamentos concomitantes, conservação da amostra , dentre outros , pois estas situações podem interferir na sensibilidade do teste. É necessário realizar sempre a correlação com exames de Pesquisa de Hematozoários, Pesquisa de Haemobartonella sp pelo método percoll (Mycoplasma haemocanis; M. haemofelis), que são as análises oficialmente aceitas.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Leishmaniose Visceral Canina - Sorologia (ELISA + RIFI)

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: ELISA + RIFI.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A Leishmania sp é um protozoário intracelular de macrófagos, a doença é considerada uma zooantroponose por acometer tanto humanos quanto animais de varias espécies. Existem dois tipos: Leishmaniose cutânea e visceral. Os vetores são flebotomíneos hematófagos. A Leishmaniose visceral canina apresenta um amplo espectro de características clínicas que variam de aparente estado sadio à um estado severo, podendo evoluir para a morte. É essencial que a avaliação laboratorial seja feita por dois métodos (ELISA e RIFI). O material deve ser coletado através de punção venosa. Não enviar amostra coletada em papel filtro. Por ser um exame em que o resultado está ligado ao sacrifício do animal deve ser feita uma adequada e criteriosa interpretação em conjunto com os achados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais.

    Valores de Referência:
    Reagente:
    1 - ELISA: valor acima da linha de corte recomendado pelo Kit utilizado.
    2 - RIFI: resultado com título igual ou superior a diluição 1:40.

    Indeterminado: resultados com valores limites que os testes não foram capazes de determinar como reagente ou não reagente. Recomendando-se um novo teste após 30 dias do último exame. Pode corresponder ao início da soroconversão, reações cruzadas e/ou inespecífica, falência do sistema imune.

    Não reagente: resultado sem titulo de anticorpos.
  • Leishmaniose Visceral Felina - Sorologia (ELISA + RIFI)

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: ELISA + RIFI (sendo utilizado conjugado anti-cat).

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Os sinais clínicos da leishmaniose felina são inespecíficos. Na grande maioria dos casos se apresentam na forma de lesões cutâneas (93%) ulceradas e nódulos presentes na face, orelha, focinho e patas. São similares àqueles observados em outras doenças como criptococose e esporotricose.

    Valores de Referência:
    Reagente:
    1 - ELISA: valor acima da linha de corte recomendado pelo Kit utilizado.
    2 - RIFI: resultado com título igual ou superior a diluição 1:40.

    Indeterminado: resultados com valores limites que os testes não foram capazes de determinar como reagente ou não reagente. Recomendando-se um novo teste após 30 dias do último exame. Pode corresponder ao início da soroconversão, reações cruzadas e/ou inespecífica, falência do sistema imune.

    Não reagente: resultado sem titulo de anticorpos.
  • Leishmaniose - PCR

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Punção de medula óssea ou linfonodo infartado coletado em frasco sem anticoagulante.

    Método: PCR.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Enviar à temperatura entre 2 e 8ºC até 48 horas após a coleta em frasco estéril ou na própria seringa.

    Comentários: Resultados Positivos confirmam o diagnóstico, mesmo que apenas em uma amostra. Ter cautela na interpretação de resultados Negativos devido aos seguintes fatores: tipo de material coletado, momento da infecção (fase de parasitemia ou não), tratamentos concomitantes, conservação da amostra, dentre outros, pois estas situações podem interferir na sensibilidade do teste. É necessário realizar sempre a correlação com os resultados sorológicos, que são as análises oficialmente aceitas. A técnica de PCR não é reconhecida pelo Ministério da Saúde como método de diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Leishmaniose – Pesquisa direta de Leishmania (CITOLOGIA)

    Preparo do paciente: Jejum não obrigatório.

    Material: Esfregaços de aspirados de linfonodos reativos, medula óssea ou baço, obtidos por punção por agulha fina. Podem ser também utilizados imprints em lâmina de lesões ulceradas.

    Método: Microscopia óptica – Coloração Leishman.

    Conservação/Armazenamento para Envio: A fixação das lâminas deverá ser feita em álcool etílico ou metílico. Deve-se encaminhar, no mínimo, 3 lâminas armazenadas dentro do porta-lâmina plástico, bem vedado, protegido de luz direta e de compressões externas.

    Comentários: A pesquisa direta do parasita em lesões é mais utilizada para diagnosticar a forma tegumentar da doença. De um modo geral, as formas amastigotas são mais abundantes na fase inicial da doença, tornando-se raras em lesões de pele antigas. A sensibilidade do exame é de aproximadamente 70% em aspirados de medula e linfonodo. Recomenda-se a realização de 2 a 3 esfregaços (ou imprints) de úlcera ou aspirado de medula ou do linfonodo. Deve-se usar lâminas de microscopia limpas e desengorduradas.

    Valor de Referência: Negativo
  • Leptospirose - Microaglutinação

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Microaglutinação.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Este teste detecta os sorovares: autumnalis, australis, bataviae, brastislava, castellonis, hardjo, hebdomadis, javanica, pyrogenes, tarassovi, wolffi, copenhageni, djasiman, pomona, canicola, grippotyphosa, icterohaemorragiae.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Leptospirose - Pesquisa em Campo Escuro

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório. Assepsia antes da coleta.

    Material: Urina recente.

    Método: Pesquisa direta em microscopia de campo escuro.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C). Armazenar em frasco estéril e protegido da luz.

    Comentários: Permite a identificação direta de Leptospira. Sua identificação na urina torna-se mais fácil durante a leptospirúria.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Lipase Imuno-Reativa Canina

    Preparo do Paciente: Jejum de 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Ensaio cromatográfico (tipo SNAP) qualitativo baseado em ELISA.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Análise destinada a mensurar a Lipase específica de Pâncreas de caninos. Fornece um diagnóstico imediato e muito específico da Pancreatite canina. Este método permite um diagnóstico com acurácia e em apenas de 12-24 horas.

    Valor de Referência:
    3 escalas de Scores:

    1- < ou = a 200 mcg/L - NORMAL: Investigar doenças intestinais, renais ou hepáticas
    2- 201 a 399 mcg/L - Concentração elevada. Pode ou não ter pancreatite;
    3- >ou = 400 mcg/L - Concentração consistente com pancreatite.
  • Neosporose Canina

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Reação de imunofluorescência indireta (RIFI).

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O Neospora caninum é um parasito intracelular. Os taquizoítos e cistos são as formas encontradas intracelularmente no hospedeiro intermediário.

    Valor de Referência: Negativo
  • Panleucopenia Felina

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Imunocromatografia – Pesquisa do antígeno.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O vírus da Panleucopenia Felina é um Parvovírus da família Parvoviridae. Essa doença é considerada um dos distúrbios gastrointestinais mais importantes para os gatos, apresentando taxa de mortalidade de aproximadamente 80% dos animais contaminados. É caraterizada clinicamente por febre, hiporexia, vômitos, diarréia, desidratação e leucopenia.

    Valor de Referência: Negativo
  • Parvovirose Canina - Pesquisa de Antígeno

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Fezes recentes.

    Método: Imunocromatografia.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O diagnóstico clínico da parvovirose é sugestivo, mas deve sempre ser diferenciado de gastroenterites bacterianas ou parasitárias, sendo uma infecção entérica caracterizada por vômitos e diarréia geralmente hemorrágica. Leucopenia geralmente acompanha os sinais clínicos. Em filhotes a mortalidade é maior. A detecção do vírus ocorre nas fezes após o terceiro dia de infecção.

    Valor de Referência: Negativo
  • Parvovirose - PCR

    Preparo do Paciente: Não obrigatório.

    Material: Soro e/ou fezes frescas.

    Método: PCR.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Resultados Positivos confirmam o diagnóstico, mesmo que apenas em uma amostra. Ter cautela na interpretação de resultados Negativos devido aos seguintes fatores: tipo de material coletado, momento da infecção (fase de parasitemia ou não), tratamentos concomitantes, conservação da amostra, dentre outros, pois estas situações podem interferir na sensibilidade do teste. É necessário realizar sempre a correlação com os resultados sorológicos e pesquisa de antígeno viral.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Pesquisa de Células L.E.

    Preparo do Paciente: Não obrigatório.

    Material: Sangue total sem anticoagulante. Tubo seco sem gel separador.

    Método: Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: O diagnóstico definitivo pode ser realizado com um resultado POSITIVO para ANA (Anticorpo Anti-nuclear) ou FAN (Fator Anti-nuclear), testes mais sensíveis e específicos atualmente disponíveis, ou mesmo a Pesquisa de Célula L.E. junto a 2 sinais “fortes” ou “1 sinal forte e 2 fracos”. O diagnóstico provável é dado quando se tem resultado positivo para ANA, FAN ou Pesquisa de Célula L.E. em conjunto com um “sinal forte” ou “dois sinais fracos”.

    Sinais fortes: poliartrite, proteinúria, dermatite, anemia hemolítica, leucopenia, trombocitopenia e polimiosite.

    Sinais fracos: febre de origem desconhecida, úlceras orais, linfadenopatia periférica, pleurite, pericardite, miocardite e prostração.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Relação Cortisol / Creatinina Urinária

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Urina recente, preferencialmente a da manhã.

    Método: Cortisol (Quimioluminescência). Creatinina (Cinético).

    Comentários: No hiperadrenocorticismo a excreção de cortisol aumenta, devido à secreção aumentada do mesmo pela adrenal. Como a Creatinina é relativamente estável quando os rins estão funcionando normalmente, dividindo-se a concentração de cortisol urinário pela concentração de creatinina urinária, elimina-se o efeito do volume urinário na interpretação da concentração do cortisol urinário. A coleta da urina em casa em um ambiente sem estresse aumenta a especificidade do teste. A relação normal de cortisol/creatinina na urina descarta o hiperadrenocorticismo, mas o aumento dessa relação não é exclusivo do hiperadrenocorticismo, e é considerado um teste de baixa especificidade. O teste pode ser indicado nos casos de poliúria e polidipsia sem outros sinais clássicos da Síndrome de Cushing, porém se “positivo” necessita exames posteriores como o Teste de Supressão com Dexametasona para confirmação de diagnóstico.

    Valor de Referência:
    Caninos e Felinos: < 13,5

    Interpretação:
    Relação < 13,5: incompatível com hiperadrenocorticismo.
    Relação > 13,5: indica elevado nível de cortisol sérico, podendo estar relacionado com doença em adrenal ou não.
  • PIF - Coronavírus Felino (PCR)

    Preparo do Paciente: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: PCR.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Resultados Positivos confirmam o diagnóstico, mesmo que apenas em uma amostra. Ter cautela na interpretação de resultados Negativos devido aos seguintes fatores: tipo de material coletado, momento da infecção (fase de parasitemia ou não), tratamentos concomitantes, conservação da amostra, dentre outros, pois estas situações podem interferir na sensibilidade do teste. É necessário realizar sempre a correlação com os resultados sorológicos.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Testes Alérgicos - Triagem (Screening)

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: ELISA.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Resultados negativos podem indicar que o paciente não possui níveis de IgE alérgeno-específicos detectáveis no soro. Reteste pode ser necessário após maiores períodos de contato com o alérgeno. Resultados positivos indicam que o paciente possui níveis de IgE alérgeno-específicos detectáveis. Tal paciente deve ser testados nos painéis específicos de 24 ou 36 alérgenos.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Teste Alérgico - Alergia à Saliva de Pulga

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: ELISA.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Pesquisa de IgE específica produzida contra saliva de pulga, que determina uma das principais queixas de dermatopatias, a Dermatite Alérgica a Picada de Pulgas (DAPP). Resultados NEGATIVOS podem indicar que o paciente não possui níveis de IgE específicos contra o agente. Resultados POSITIVOS indicam que o paciente possui níveis de IgE alérgeno-específicos para os antígenos presentes na saliva de pulga.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Teste Alérgico - Alergia à Malassezia

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: ELISA.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Pesquisa de IgE específica produzida contra Malassezia pachydermatis.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Teste Alérgico - 24 Painéis de Alérgenos

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: ELISA.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O soro do paciente é testado em 24 painéis de alérgenos:

    Alérgenos Testados:

    Blomia tropicalis
    Saliva de pulga
    Dermatofagoides farinae
    Alternaria alternata
    Dermatophagoides pteronyssinus
    Aspergillus fumigatus
    Tyrophagus putrescentie
    Penicilium notatum
    Acarus siro
    Cladosporium herbarum
    Lepidoglyphus putrescentie
    Fusarium culmorum
    Malassezia pachydermatis - fungo
    Festuca pratensis - gramínea
    Cynodon dactylon - gramínea
    Lolium perenne (Azevem perene) - gramínea
    Paspalum notatum (Grama batatais) - gramínea
    Phleum pratense (Rabo de gato) - gramínea
    Sorghun halepense - gramínea
    Cyclachaena xanthifolia - planta
    Poa pratensis (Grama azul) - gramínea
    Plantago lanceolata (Transagem) - planta
    Phalaris arundinacea (Falaris) - planta
    Rumex acetosella (Azeda, erva vinagreira) - planta

    Valor de Referência: Negativo.
  • Tipagem Sanguinea de Caninos

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total EDTA.

    Método: Imunocromatografia.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Os grupos sanguíneos caninos são classificados como DEA (Dog Erythrocyte Antigen) e denominados de antígenos eritrocitários caninos.
    Mais de 20 grupos sanguíneos caninos já foram identificados, mas apenas seis DEA apresentam importância na Medicina Veterinária ( 1.1, 1.2, 3, 4, 5 e 7). O DEA 1.1, 1.2 e 7 são os que apresentam maior risco de reação hemolítica. Os cães podem expressar mais de um antígeno na superfície de suas hemácias, como por exemplo, eles podem apresentar antígenos DEA 1.1 e 7 sendo, portanto, DEA 1.1 e 7 positivos.
    Não existem aloanticorpos, ou seja, "anticorpos naturais" para DEA 1.1 e 1.2 nos cães. Devido a isso, existe uma pequena probabilidade de reação transfusional hemolítica aguda em um cão numa primeira transfusão. Caso um cão DEA 1.1 negativo receba sangue DEA 1.1 positivo, haverá a formação de anticorpos "anti DEA 1.1" elevando a chance deste animal apresentar uma reação hemolítica aguda em uma segunda transfusão. Assim, a partir da segunda transfusão recomenda-se a tipagem do doador e receptor sendo imprescindível a realização do teste de compatibilidade. Caso não seja possível a realização da tipagem sanguínea, um teste de Compatibilidade sanguínea entre Receptor e Doador sempre deve ser feita.
    Os doadores ideais são os denominados DEA 1.1 negativos, porém apenas algumas raças como os Greyhounds e Pastores Alemães apresentam esse grupo sanguíneo. A maioria dos cães das raças Labrador, Rottweiler e Golden Retriever são DEA 1.1 positivos.
  • Tipagem Sanguinea de Felinos

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total EDTA.

    Método: Imunocromatografia.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: No gato têm sido descritos três grupos sanguíneos: Tipo A, Tipo B e Tipo AB. Esses grupos sangüíneos em gatos são herdados como traços autossômicos simples, o tipo A é dominante sobre o tipo B. A maioria dos gatos têm o antígeno A na membrana do eritrócito e cerca de 1-3% destes gatos têm naturalmente, baixos títulos de anticorpos anti-B. Todos os gatos do tipo B têm naturalmente altos títulos de anticorpos anti-A. Segundo estudos recentes a percentagem de gatos com o antígeno B varia de 0,3% até 59% da população, dependendo da raça.

    Compatibilidade sangüínea no caso de transfusão:

    DOADOR RECEPTOR
    A-----------------------------> A
    AB---------------------------> AB
    B-----------------------------> B
    A* ou B**-------------------> AB
    * e **somente RBC - papa de hemácias.
  • Toxoplasmose IgM e IgG

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Imunofluorescência indireta.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A toxoplamose tem como agente etiológico o protozoário Toxoplasma gondii, tendo o gato como seu hospedeiro definitivo e o homem e outros animais como hospedeiros intermediários. A transmissão pode ser realizada pela ingestão de alimentos contaminados com oocistos e cistos. A doença pode provocar graves lesões sistêmicas, variando de sinais neurológicos, ósteo-musculares, respiratórios a oculares, dentre outros. A sorologia para T. gondii, em cães e gatos, é tradicionalmente o método mais utilizado para confirmação diagnóstica, sendo na maioria das vezes baseado na identificação de IgG. A soroconversão ocorre após duas a quatro semanas da infecção, com um pico que ocorre nas quatro a seis semanas posteriores.
    Os títulos de anticorpos iguais ou maiores que 1:512 geralmente indicam uma infecção ativa recente.

    Valores de Referência:
    Cães e gatos
    IgG menor que 1:16 = Negativo
    IgG de 1:32 até 1:256 = fraco positivo
    IgG maior que 1:256 = positivo
    Títulos de 1:128 a 1:256 geralmente indicam uma infecção recente, porém bloqueada;
    Títulos de 1:32 a 1:64 em geral indicam uma infecções anteriores e inativas;
    Títulos iguais ou inferiores a 1:16 ou 1:32 podem ser encontrados no início da doença. A evidenciação de um título inferior ao nível indicado, em casos que exista sintomatologia clínica, não deve ser considerado resultado negativo até que sejam realizadas novas análises no prazo de 2 a 4 semanas com novas amostras (sorologia pareada). Os anticorpos não estão diretamente correlacionados com a Toxoplasmose clínica.
  • Toxoplasmose Felina - PCR

    Preparo do Paciente: Não obrigatório.

    Material: Sangue Total EDTA.

    Método: PCR.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Resultados Positivos confirmam o diagnóstico, mesmo que apenas em uma amostra. Ter cautela na interpretação de resultados Negativos devido aos seguintes fatores: tipo de material coletado, momento da infecção (fase de parasitemia ou não), tratamentos concomitantes, conservação da amostra, dentre outros, pois estas situações podem interferir na sensibilidade do teste. É necessário realizar sempre a correlação com os resultados sorológicos.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Toxoplasmose e Clamidiose Felina - IgG

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Imunocromatografia.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Detecta anticorpo IgG para Chlamydia sp. e Toxoplasma gondii.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Trypanosoma Cruzi - RIFI

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI).

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Detecta antígenos de Trypanossoma cruzi. Pode ser realizado também para se descartar reações cruzadas com Leishmaniose visceral canina.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Trypanosoma Evansi - RIFI

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI).

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Técnica de RIFI específica para T. evansi

    Valor de Referência: Negativo.
  • Sexagem Aviária - PCR

    Preparo do Paciente: Não obrigatório.

    Material: Penas do peito (mínimo de 06 unidades) e/ou sangue em papel filtro.

    Método: PCR.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Enviar papel filtro com a área demarcada preenchida por uma gota de sangue e penas à temperatura ambiente em frasco de rosca.

    Comentários: Permite a identificação do sexo das aves.
  • ENDOCRINOLOGIA

  • Cortisol Basal - Quimioluminescência

    Preparo do Paciente: Jejum: 4 horas. O paciente deve estar livre de cortisona por pelo menos 60 dias.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O cortisol é secretado pela córtex da adrenal em resposta ao hormônio adrenocorticotrópico (ACTH). É essencial para o metabolismo e funções imunológicas. Sua concentração encontra-se elevada nos casos de Síndrome de Cushing e estresse. Dosagens após testes de supressão com dexametasona possuem utilidade diagnóstica para hiperadrenocorticismo. Dosagens após estimulo com ACTH sintético tem a finalidade de diagnosticar casos de insuficiência adrenal primária. Teste útil em pacientes suspeitos de hiperadrenocorticismo e hipoadrenocorticismo.

    Valores de Referência:
    Caninos: 0,5 a 5,5 μg/dL
    Felinos: 1,0 a 4,5 μg/dL
  • Estradiol - Quimioluminescência

    Preparo do Paciente: Jejum: 4 horas.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A reprodução normal envolve a interação entre vários hormônios e órgãos, dentre eles, o estradiol. O estradiol é um hormônio que estimula os folículos ovarianos a liberar os ovócitos. No caso de avaliação reprodutiva de uma cadela, deve-se realizar sua dosagem pareada com exames de citologia vaginal, FSH e Progesterona.

    Valores de Referência:
    Cão: até 20 pg/mL
    Cadela: Proestro/ Estro – 20 a 50 pg/mL
    Gestação: até 20 pg/mL
    Gata: 40 a 90 pg/mL
  • FSH - Hormônio Folículo Estimulante

    Preparo do Paciente: Jejum: 4 horas.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O hormônio folículo estimulante (FSH) é produzido pela hipófise em resposta ao GnRH hipotalâmico e é secretado de forma pulsátil, podendo oscilar durante o dia. Nos machos, atua nos túbulos espermáticos estimulando a espermogênese. Nas fêmeas estimula o crescimento e maturação dos folículos ovarianos e, junto com o LH, estimula a secreção de estradiol pelos folículos maduros. Os ensaios para este teste são conjugados com anticorpos não específicos, podendo diminuir a sensibilidade para o mesmo, por isso, a interpretação está a cargo do Médico Veterinário.

    Valores de Referência: 1,0 a 8,5 mUI/mL
  • Insulina

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A insulina é um hormônio polipeptídico produzido nas células beta do pâncreas, que tem efeito hipoglicemiante. É útil para avaliar a primeira fase de secreção de insulina. Deve ser avaliada, de preferência, associada à glicemia de jejum. É utilizada para auxiliar no diagnóstico de patologias que envolvam hipoglicemias (insulinoma, administração excessiva de insulina exógena) e de síndrome de resistência a insulina, além do ajuste de dose terapêutica para pacientes diabéticos.

    Valor de referência: 6,00 a 27,00 mcUI/mL
  • LH – Hormônio Luteinizante

    Preparo do Paciente: Jejum: 4 horas.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Está associado ao diagnóstico de ovulação e apresenta-se alterado em tumores hipofisários. Utilizado para a avaliação do ciclo estral junto às dosagens de FSH, Estradiol e Progesterona.

    Valores de Referência: 1,5 a 8,5 mUI/mL
  • Progesterona

    Preparo do Paciente: Jejum: 4 horas.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Hormônio produzido pelo corpo lúteo. Na gestação, eleva-se rapidamente nas primeiras semanas, refletindo o funcionamento do corpo lúteo e da placenta. Sua dosagem é utilizada para confirmar ovulação e demonstra tecido ovariano remanescente. Pode-se avaliar o período de ovulação e manutenção de gestação. Não deve ser interpretado/utilizado para o diagnóstico de gestação.

    Valores de Referência:
    Caninos:
    Anestro ou proestro: menos que 1,0 ng/mL
    Estro ou final de diestro/gestação: de 1,0 a 30,0 ng/mL
    Fase ovulatória (durante o estro): de 4,0 a 8,0 ng/mL
    Macho: menor que 0,20 ng/mL
    Macho castrado: não avaliado

    Felinos:
    Estro/Anestro: menos que 1,0 ng/mL
    Gestação/ falsa gestação: maior que 5,0 ng/mL
    Macho: menor que 0,20 ng/mL
    Macho castrado: não avaliado

    Eqüinos:
    Estro/anestro: menor que 1,0 ng/mL
    Diestro: maior que 5,0 ng/mL
    Macho: menor que 0,2 ng/mL
    Macho castrado: não avaliado
  • PSA Total – Antígeno Prostático Específico

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Enzima (glicoproteína) com características de marcador tumoral utilizada para diagnóstico, monitoração e controle da evolução de neoplasia da próstata.

    Valor de Referência: Até 2,5 ng/mL
  • PTH - Paratormônio

    Preparo do Paciente: Jejum: 4 horas.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: É útil no diagnóstico diferencial das hipercalcemias: hiperparatireoidismo primário, hiperparatireoidismo secundário e hipercalcemias em processos neoplásicos. A principal função do PTH é a manutenção de nível sérico de cálcio normal através de sua ação sobre as células alvo. A ação principal ocorre pela mobilização do cálcio dos ossos, mas também inclui o incremento da reabsorção de cálcio e a ação sobre a mucosa intestinal para promover sua absorção. O PTH estimula a excreção de fósforo pelos túbulos renais para promover a manutenção do equilíbrio de cálcio-fósforo. A mensuração do PTH é indicada no diagnóstico do hiperparatireoidismo primário e no hipoparatireoidismo. Recomenda-se a mensuração de cálcio sérico pareada para melhor interpretação dos resultados do PTH.

    Valores de Referência:
    Caninos: 4 a 126 pg/mL
    Felinos: 0 a 41 pg/ mL
  • T3 Total – Quimioluminescência

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Útil no diagnóstico do hipertireoidismo e do hipotireoidismo. A triiodotirosina total produzida, primariamente, pela deiodinação do T4 é também secretada diretamente pela glândula tireóide. O T3 no sangue é predominantemente ligado a proteínas plasmáticas. A secreção do hormônio da tireóide é controlada pela liberação de tireotropina (TSH), que é controlada pela ação do hormônio TRH (hormônio liberador da tireotropina). Qualquer redução no nível de T3 estimula a liberação de TRH implicando em um aumento na produção de TSH.

    Valores de Referência:
    Caninos: 45 a 110 ng/dL
    Felinos: 40 a 110 ng/dL
    Eqüinos: 30 a 115 ng/dL
  • T4 Livre – Quimioluminescência

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Hormônios tireoidianos são transportados no sangue ligados a várias proteínas de ligação. A fração livre reflete o efeito metabólico do hormônio, sendo indicada para avaliação do hipertireoidismo e do hipotireoidismo, minimizando a influência das proteínas séricas.

    Valores de Referência:
    Caninos: 0,6 a 2,0 ng/dL
    Felinos: 1,0 a 3,0 ng/dL
    Eqüinos: 1,2 a 1,8 ng/dL
  • T4 Livre por Diálise de Equilíbrio

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Preparo da amostra por Diálise de Equilíbrio seguida de dosagem por Radioimunoensaio.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O preparo da amostra por meio da diálise de equilíbrio permite uma dosagem com menor nível de interferência de proteínas transportadoras e exclui as influências de auto-anticorpos. A fração livre reflete o efeito metabólico do hormônio, sendo indicada para avaliação do hipertireoidismo e do hipotireoidismo, minimizando ainda mais a influência das proteínas séricas.

    Valores de Referência:
    Caninos: 0,8 a 2,0 ng/dL
    Felinos: 1,6 a 4,0 ng/dL
  • T4 Total – Quimioluminescência

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: A Tiroxina (T4) é o maior produto secretado pela glândula tireóide. A concentração total de T4 geralmente reflete a atividade secretória da glândula Tireóide. A mensuração dos níveis de tiroxina é o principal teste indicado no diagnóstico de hipotireoidismo e hipertireoidismo, juntamente com o TSH, T4 livre, T3 total e livre.

    Valores de Referência:
    Caninos: 1,2 a 4,30 mcg/dL
    Felinos: 1,2 a 4,85 mcg/dL
    Eqüinos: 2,5 a 4,5 mcg/dL
  • Cortisol pós ACTH - 2 Dosagens (Quimioluminescência)

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    2 amostras – basal e pós administração de ACTH

    Protocolo de coleta:
    1ª - Coletar amostra basal, identificando o tubo adequadamente com o horário da coleta.
    2ª - Administrar ACTH:
    a) Cortigel®-40: 2,2 UI/kg IM - Coletar amostra 2 horas após a administração.
    ou
    b) Cortrosyn®: 0,25mg/cão IM - Coletar amostra 1 hora após a administração.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: Teste de triagem bastante utilizado no diagnóstico da Síndrome de Cushing. É o melhor teste para distinguir o hiperadrenocorticismo de origem espontânea do iatrogênico. No hiperadrenocorticismo espontâneo, a estimulação com ACTH identifica mais de 50% dos cães com hiperadrenocorticismo hipófise-dependente. Também é útil para o acompanhamento durante o tratamento com Trilostano ou Mitotano. Não é confiável para diferenciar o hiperadrenocorticismo adrenal-dependente do hipófise-dependente. Um diagnóstico de hiperadrenocorticismo não deve ser excluído com base num teste de estimulação com ACTH normal se os sintomas clínicos forem compatíveis com a doença. Um animal sob estresse crônico (diabetes melitos, piometra) pode desenvolver algum grau de hiperplasia adrenal, o que acarreta num teste anormal de estimulação com ACTH.
    Independentemente do valor de cortisol pré-ACTH, um diagnóstico de hiperadrenocorticismo pode ser confirmado pelos valores de cortisol pós-ACTH maior que 21,75 μg/dL em cães com sintomas clínicos compatíveis e sem evidência de doença concomitante não adrenal.

    Valores de Referência:
    Basal: 1,0 a 4,0 μg/dL.
    Pós estimulação: 4,0 a 13 μg/dL (Normal).
    Pós estimulação: > 13 μg/dL (Confirmatório Síndrome de Cushing).
  • Teste de Supressão com Dexametasona - Equinos (Quimioluminescência)

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro. (3 amostras).

    Protocolo de coleta:
    1ª amostra às 17:00 horas da tarde e aplicar Dexametasona na dose de 40 mg/Kg IV;
    2ª amostra às 8:00 horas da manhã (15 horas depois da aplicação);
    3ª amostra às 12 horas (19 horas após aplicação).

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Caso o animal faça uso de corticóides, como prednisona, deve-se suspender a medicação e esperar 48 horas antes do teste.

    Valores de Referência:
    Basal: Pré-teste 3 a 10 μg/dL
    15 horas depois: menor que 1,0 μg/dL
    19 horas depois: menor que 1,0 μg/dL
  • Teste de Supressão com Dexametasona - Alta Dose - 3 Dosagens (Quimioluminescência)

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro. (3 amostras).

    Protocolo de coleta:
    Coletar 1º amostra (basal) pela manhã, antes d aplicação IV de 0,1 mg/Kg de Dexametasona. Realizar as próximas coletas 4 e 8 horas após a aplicação. Identificar os frascos com o horário da coleta.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Diferencia hiperadrenocorticismo adrenal-dependente do hipófise-dependente. A dose elevada de dexametasona deverá inibir a secreção hipofisária do ACTH por meio do feedback negativo nos casos de hipófise-dependente e, assim, suprimir as concentrações de cortisol. A supressão do cortisol indica o hiperadrenocorticismo hipófise-dependente. Os tumores adrenocorticais são autônomos e, portanto, não são suprimidos pelo cortisol. Cerca de 20 a 30% dos casos de hiperadrenocorticismo hipofisário não suprimem com esse teste, possivelmente por que a patologia envolve a pars intermédia e, portanto, a falta de supressão não determina a causa do hiperadreno. Além disso, esse teste não diferenciará adenomas adrenocorticais de carcinomas adrenocorticais.

    Valores de Referência:

    Tumor Adrenal: níveis de cortisol maiores que 1,4 μg/dL durante as oito horas do teste.

    Pituitário dependente (PDH): níveis de cortisol menores que 1,4 μg/dL às 4 horas do teste e maiores que 1,4 μg/dL após as 8 horas.

    Hiperadrenocorticismo em Felinos: níveis de cortisol maiores que 1,4 μg/dL após 8 horas.

  • Teste de Supressão com Dexametasona - Baixa Dose - 2 Dosagens (Quimioluminescência)

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro. 2 amostras (Basal e 4 horas ou Basal e 8 horas pós administração de dexametasona).

    Protocolo de coleta:
    Coletar 1º amostra (basal) pela manhã, antes da aplicação IV de 0,01 mg/Kg de Dexametasona. Realizar as próximas coletas 4 ou 8 horas após a aplicação. Identificar os frascos com o horário da coleta.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Teste que confirma presença de Hiperadrenocorticismo. Aproximadamente 55% dos cães com PDH têm resultados normais. Falso positivo pode ocorrer em animais estressados. A utilização de fármacos anticonvulsivantes podem interferir no metabolismo da dexametasona e, conseqüentemente, no resultado do teste.
    Não deve ser utilizado para identificar hiperadreno iatrogênico e nem para avaliar resposta terapêutica com mitotane ou cetoconazol.

    Valores de Referência:

    Normal:
    Basal e 4 horas -> coleta após supressão: menor que 1,4 μg/dL
    Basal e 8 horas -> coleta após supressão: menor que 1,4 μg/dL

    Tumor da adrenal ou PDH:
    Basal e 4 horas -> coleta após supressão: maior que 1,4 μg/dL
    Basal e 8 horas -> coleta após supressão: maior que 1,4 μg/dL

    Apenas PDH:
    Basal e 4 horas -> coleta após supressão: menor que 1,0 μg/dL
    Basal e 8 horas -> coleta após supressão: maior que 1,4 μg/dL
  • Teste de Supressão com Dexametasona - Baixa Dose - 3 Dosagens - (Quimioluminescência)

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro. 3 amostras.

    Protocolo de coleta:
    Coletar 1º amostra (basal) pela manhã, antes da aplicação IV de 0,01 mg/Kg de Dexametasona. Realizar as próximas coletas 4 e 8 horas após a aplicação. Identificar os frascos com o horário da coleta.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Teste que confirma presença de Hiperadrenocorticismo. Aproximadamente 55% dos cães com PDH têm resultados normais. Falso positivo pode ocorrer em animais estressados. A utilização de fármacos anticonvulsivantes podem interferir no metabolismo da dexametasona e, conseqüentemente, no resultado do teste.
    Não deve ser utilizado para identificar hiperadreno iatrogênico e nem para avaliar resposta terapêutica com mitotane ou cetoconazol.

    Valores de Referência:

    Normal:
    1ª coleta após supressão: menor que 1,4 μg/dL
    2ª coleta após supressão: menor que 1,4 μg/dL

    Tumor da adrenal ou PDH:
    1ª coleta após supressão: maior que 1,4 μg/dL
    2ª coleta após supressão: maior que 1,4 μg/dL

    Apenas PDH:
    1ª coleta após supressão: menor que 1,4 μg/dL
    2ª coleta após supressão: maior que 1,4 μg/dL
  • Testosterona

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Trata-se do principal andrógeno secretado pelos testículos. A mensuração da testosterona sérica está indicada na avaliação de animais criptorquídicos ou intersexos e na identificação de certas causas de infertilidade. Sua produção é estimulada pelo LH hipofisário, que por sua vez, é estimulado pelo GnRH hipotalâmico. Cerca de 65% da testosterona total circula ligada a globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), 30 a 32% circula ligada a albumina e apenas 1 a 4% circula de forma livre. A testosterona livre reflete melhor a clínica, não sofrendo alterações com mudanças dos níveis de SHBG. A dosagem de testosterona pode ser usada na investigação da síndrome do ovário policístico.

    Valores de Referência:
    Caninos:
    Macho: 100,0 a 700,0 ng/dL
    Castrado: menor que 20 ng/dL
    Fêmea: menor que 20 ng/dL

    Felinos:
    Macho: 100,0 a 600,0 ng/dL
    Castrado: menor que 50 ng/dL
    Fêmea: menor que 20 ng/dL

    Eqüinos:
    Macho servindo: 100,0 a 400,0 ng/dL
    Macho sem servir: menor que 100,0 ng/dL
    Castrado: menor que 20 ng/dL
    Fêmea: menor que 10 ng/dL
  • TLI – Tripsina Imunorretiva Caninos (trypsin-like immunoreactivity ou imunorreatividade semelhante à tripsina)

    Preparo do Paciente: Jejum: 4 horas.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2º a 8º C).

    Comentários: O pâncreas exócrino secreta tripsinogênio e outras enzimas digestivas dentro do intestino delgado. Como o tripsinogênio é produzido somente pelo pâncreas, uma baixa concentração sérica de tripsinogênio é achado compatível com insuficiência pancreática exócrina. Já concentrações séricas elevadas de T.L.I. são consistentes com pancreatite aguda, doença renal ou desnutrição.

  • TSH - Hormônio Estimulante da Tireóide

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Soro.

    Método: Radioimunoensaio.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: O TSH se apresenta normalmente elevado no hipotireoidismo, o que possibilita também sua utilização como teste diagnóstico. Entretanto, recomenda-se que seja avaliado juntamente com as concentrações de T4 Total ou T4 Livre, pois 18-38% dos cães com hipotireoidismo confirmado apresentam valores normais de TSH e cães sem enfermidades na tireóide podem apresentar níveis elevados deste hormônio. De um modo geral, o teste de maior precisão para o diagnóstico do hipotireoidismo primário é a estimulação com o TSH exógeno, pois este possibilita também a diferenciação de casos em que a concentração de T4 Total está diminuída devido a fármacos ou outras enfermidades. Nestes animais os níveis de T4 estão suprimidos, entretanto o aumento que ocorre com a administração do TSH é similar ao normal.

    Valores de Referência: 0,04 a 0,40 ng/mL
  • ANATOMIA PATOLÓGICA

  • Citologias

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Derrames cavitários, material de Punção Biópsia Aspirativa (citologia oncótica).

    Método: Microscopia óptica. Coloração de Hematoxilina-Eosina (HE).

    Causas de Rejeição: Lâminas quebradas, amostras enviadas não fixadas, esfregaços desprotegidos de atritos, lâminas enroladas em papel ou qualquer outro material semelhante, e amostras enviadas em outro tipo de solução diferente de álcool etílico ou metílico.

    Conservação/Armazenamento para Envio: No caso de líquidos, enviar o material em frasco ou tubo estéril, sem conservantes ou anticoagulantes. Pode-se optar pelo envio da seringa utilizada na aspiração/punção contendo o material. A amostra deve ser conservada a temperatura entre 2 e 8ºC até 24 horas após a coleta. Em períodos superiores de estocagem, sugere-se a confecção de lâminas de microscopia (esfregaço ou imprint). A lâmina deve ser seca ao ar e a fixação deverá ser feita em álcool etílico ou metílico. Deve-se encaminhar, no mínimo, 3 lâminas armazenadas dentro do porta-lâmina plástico, bem vedado, protegido de luz direta e de compressões externas.

    Comentários: O exame visa diagnosticar patologias, lesões pré-malignas de diversos sítios anatômicos, lesões provenientes de metástase de outros órgãos. A interpretação dos esfregaços baseia-se em aspectos morfológicos. É possível diagnosticar: agentes infecciosos, tais como bactérias, fungos, parasitas e vírus; processos proliferativos benignos; anormalidades epiteliais ocasionadas por agressão ao epitélio. Colorações especiais (exemplo: especificas pra fungos - PAS) devem ser solicitadas à parte. Possui a finalidade de avaliar a presença/ausência de alterações que indiquem se o processo se trata de inflamatório ou proliferativo. Caso proliferativo, se hiperplásico ou neoplásico (benigno ou maligno). Se inflamatório, qual o tipo de leucócito predominante (neutrofílico, eosinofílico, histiocitário, linfocítico, etc), microrganismos visualizados e se possível o curso do processo (agudo ou crônico).

  • Citologia Vaginal

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Esfregaços em lâminas de vidro. A citologia vaginal deve ser realizada utilizando-se um swab, previamente, umidificado com solução fisiológica. Ao ser introduzido pela comissura dorsal da vagina em um ângulo de 45° com o auxílio de um espéculo vaginal, o swab deve ser rotacionado quando atingir as paredes laterais da vagina. Logo após, o swab deve ser rotacionado sobre uma lâmina de vidro devidamente identificada. Recomenda-se o envio de 3 citologias vaginais coletadas em três dias consecutivos para ampliar as chances de acerto durante a determinação da fase do ciclo estral.

    Método: Microscopia optica.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Manter swabs e secreções em refrigeração (2 a 8ºC). No caso de lâminas, devem ser mantidas em temperatura ambiente. Para o preparo lâminas, após introduzir o swab no canal vaginal e realizar coleta, rolar o swab delicadamente na lâmina de vidro, em sentido horário, da esquerda para a direita. Secar ao ar. A fixação das lâminas deverá ser feita em álcool etílico ou metílico. Deve-se encaminhar, no mínimo, 3 lâminas armazenadas dentro do porta-lâmina plástico, bem vedado, protegido de luz direta e de compressões externas.

    Comentários: Tem a capacidade de avaliar as fases do ciclo estral e auxiliar na avaliação de diagnóstico e prognóstico de patologias ligadas ao sistema reprodutor.
  • Espermograma

    Preparo do Paciente: Abstinência sexual de 3 a 5 dias.

    Material: Esperma.

    Método: Câmara de Neubauer.

    Causas de Rejeição: Amostras destinadas ao laboratório 6 horas após a coleta.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Enviar urgente à temperatura ambiente em frasco estéril.

    Comentários: São realizadas provas para avaliação de pH, viscosidade, volume, contagem de células, motilidade e morfologia/patologia dos espermatozóides.
  • Biopsia

    Preparo do Paciente: No caso de biópsia incisional ou excisional, seguir o protocolo de sedação e anestesia local ou geral, segundo critérios clínico-veterinários, com os devidos cuidados pré-cirúrgicos necessários (avaliação de risco cirúrgico, jejum, anti-sepsia local, etc).

    Material: Fragmentos de tecidos retirados por biópsia incisional, excisional ou peças de necropsia. Os fragmentos devem ter no mínimo 0,3 cm de espessura, faces planas e paralelas e atingir no mínimo 0,4 cm de profundidade. As superfícies de corte devem compreender, sempre que possível, uma parte da lesão e outra do tecido normal adjacente, evitando-se o centro e as bordas da lesão.

    Método: Microscopia optica. Coloração de Hematoxilina-Eosina (HE). Colorações especiais (exemplo: específicas pra fungos) devem ser solicitadas à parte.

    Causas de Rejeição: Amostras não acondicionadas em formol a 10%, amostras congeladas, blocos de parafina com baixa preservação (fragmentados, comprimidos, etc) e blocos de parafina com fragmento tecidual insuficiente.

    Conservação/Armazenamento para Envio: O material a ser submetido ao exame histopatológico com coloração de rotina deverá ser conservado em solução de formol 10% tamponado (volume de formol 10% a ser utilizado deve corresponder a 10 vezes o volume da amostra) ou, ainda ser enviado na forma de bloco de parafina com o tecido desejado. Para se obter o formol a 10% deve-se diluir 1 parte de formol (40%) em 9 partes de solução fisiológica de NaCl 0,9%. É possível realizar exame histopatológico em material que foi submetido ao exame histopatológico com coloração especial ou imuno-histoquímica. Os blocos de parafina devem ser armazenados em sacos plásticos ou caixas de papel, em temperatura ambiente, devidamente protegidos da umidade, luz direta, calor e insetos. Já as amostras em solução de formol a 10%, devem ser transportadas em frascos plásticos de boca larga, bem vedados, protegidos de luz direta e de compressões externas.

    Comentários: Possui a finalidade de fornecer o diagnóstico definitivo de um processo neoplásico, inflamatório ou degenerativo através da técnica de histopatologia com coloração de rotina (HE-Hematoxilina e Eosina). Recurso diagnóstico complementar de alto valor agregado, no qual se evidenciam características citológicas e histológicas de prováveis processos patológicos. Colorações especiais podem ser aplicadas quando necessárias para evidenciação de agentes etiológicos ou depósitos de substâncias biológicas.

  • Biopsia com Coloração Especial

    Preparo do Paciente: No caso de biópsia incisional ou excisional, seguir o protocolo de sedação e anestesia local ou geral, segundo critérios clínico-veterinários, com os devidos cuidados pré-cirúrgicos necessários (avaliação de risco cirúrgico, jejum, anti-sepsia local, etc).

    Material: Pré-requisito: Diagnóstico histopatológico com coloração de rotina (biópsia) para o levantamento das principais patologias e escolha das colorações especiais. Fragmentos de tecidos retirados por biópsia incisional, excisional ou peças de necropsia. Os fragmentos devem ter no mínimo 0,3 cm de espessura, faces planas e paralelas e atingir no mínimo 0,4 cm de profundidade. As superfícies de corte devem compreender, sempre que possível, uma parte da lesão e outra do tecido normal adjacente, evitando-se o centro e as bordas da lesão.

    Método: Microscopia óptica. Coloração de Hematoxilina-Eosina (HE) e posterior coloração especial.

    Causas de Rejeição: Amostras não acondicionadas em formol a 10%, amostras congeladas, blocos de parafina com baixa preservação (fragmentados, comprimidos, etc) e blocos de parafina com fragmento tecidual insuficiente.

    Conservação/Armazenamento para Envio: O material a ser submetido ao exame histopatológico com coloração especial deverá ser conservado em solução de formol 10% tamponado (volume de formol 10% a ser utilizado deve corresponder a 10 vezes o volume da amostra) ou, ainda ser enviado na forma de bloco de parafina com o tecido desejado. Para se obter formol a 10%, deve-se diluir 1 parte de formol (40%) em 9 partes de solução fisiológica de NaCl 0,9%.

    É possível fazer exame histopatológico com coloração especial em todo material em que foi submetido ao exame histopatológico com coloração de rotina (biópsia), de imuno-histoquímica ou, até mesmo, outros exames histopatológicos com coloração especial. Os blocos de parafina devem ser armazenados em sacos plásticos ou caixas de papel, em temperatura ambiente, devidamente protegidos da umidade, luz direta, calor e insetos. Já as amostras em solução de formol a 10%, devem ser transportadas em frasco plástico de boca larga, bem vedado, protegido de luz direta e de compressões externas.

    Comentários: Recurso diagnóstico complementar de alto valor agregado, no qual se evidenciam características citológicas e histológicas de prováveis processos patológicos. A identificação morfológica de microrganismos ou substâncias específicas pode aumentar a confiabilidade do diagnóstico citológico e histológico. A identificação de microrganismos ou de muco substâncias baseia-se no uso de corantes especiais, os quais dependem das características químicas, enzimáticas ou da capacidade de ligação da substância de interesse ao corante.

    Colorações Especiais disponíveis:

    • Alcien Blue: Mucinas ácidas, neutras e carboidratos;

    • PAS (ácido periódico de Schiff);

    • Perl's: ferro férrico, colágeno e tecido conjuntivo;

    • Weigert: fibras elásticas (Impregnação pela prata);

    • BAAR(Zichl-Neelsen): Bacilos álcool-ácido resistentes;

    • Giemsa: metacromasia, grânulos, parasitas e mastocitomas;

    • Vermelho congo: proteína amilóide;

    • GROCOTT: parede celular e fungos;

    • Tricômico de gomore: tecido conjuntivo.
  • Biopsia com Margem Cirúrgica

    Preparo do Paciente: No caso de biópsia incisional ou excisional, seguir o protocolo de sedação e anestesia local ou geral, segundo critérios clínico-veterinários, com os devidos cuidados pré-cirúrgicos necessários (avaliação de risco cirúrgico, jejum, anti-sepsia local, etc).

    Material: Peças cirúrgicas ou peças de necropsia. As peças cirúrgicas devem compreender a lesão e tecido normal adjacente.

    Método: Microscopia óptica. Coloração de Hematoxilina-Eosina (HE) e posterior marcação com tinta nanquim.

    Causas de Rejeição: Amostras não acondicionadas em formol a 10%, amostras congeladas e amostras enviadas sem margens cirúrgicas.

    Conservação/Armazenamento para Envio: O ideal é que as amostras (peças cirúrgicas) sejam enviadas ao patologista intactas e fixadas. Entretanto, no caso de amostras em grandes proporções (maior que 5 cm de espessura) deve-se entrar em contato com o patologista para obtenção de informações sobre a melhor forma de envio. O importante é que seja feita exérese da lesão e do tecido circundante (incluindo margens laterais, superiores e inferiores/profundas). Fragmentos marcados com fios coloridos ou pontos podem orientar o patologista e o clínico sobre a direção da margem comprometida (superior, inferior, direita, esquerda, etc) e favorecer o direcionamento de terapia adicional.
    O material a ser submetido ao exame histopatológico com coloração de rotina deverá ser conservado em solução de formol 10% tamponado (volume de formol 10% a ser utilizado deve corresponder a 10 vezes o volume da amostra) ou, ainda ser enviado na forma de bloco de parafina com o tecido desejado. Para se obter o formol a 10%, deve-se diluir 1 parte de formol (40%) em 9 partes de solução fisiológica de NaCl 0,9%. Só é possível avaliar as margens de segurança nas amostras que forem submetidas ao processo de pintura com tinta nanquim. Desta forma, há necessidade que o cliente envie amostras com as margens (não servem amostras de nódulos dissecados ou clivados) e que faça solicitação de sua avaliação. Amostras em solução de formol a 10% devem ser transportadas em frascos plásticos de boca larga, bem vedados, protegidos de luz direta e de compressões externas.

    Comentários: Recurso diagnóstico complementar de alto valor agregado, no qual se evidenciam características citológicas e histológicas de prováveis processos patológicos. A avaliação das margens cirúrgicas é tão importante quanto o diagnóstico da patologia e está diretamente relacionado com a taxa de recidiva local. Esta avaliação consiste na marcação, pelo patologista durante o exame macroscópico, das margens de ressecção cirúrgica com tinta nanquim, e posterior avaliação microscópica de fragmentos em diferentes posições. Desta forma, nos cortes histológicos, a integridade da margem é avaliada pela continuidade da tinta nanquim que permanece após o processamento, conferindo segurança à avaliação. Se há tumor na margem, significa que parte do tumor permaneceu no paciente e é necessário uma re-excisão ou maior concentração de tratamentos quimioterápicos e/ou radioterápicos. Assim, fala-se que a margem cirúrgica está comprometida. Se não há, fala-se em margens cirúrgicas livres. Além disso, fragmentos marcados com fios ou botões coloridos podem orientar o patologista e o clínico sobre a direção da margem comprometida (superior, inferior, direita, esquerda, etc).

  • Imunohistoquímica para Neoplasias - 1 Marcador ou Painel Geral

    Preparo do Paciente: No caso de biópsia incisional ou excisional, seguir o protocolo de sedação e anestesia local ou geral, segundo critérios clínico-veterinários, com os devidos cuidados pré-cirúrgicos necessários (avaliação de risco cirúrgico, jejum, anti-sepsia local, etc).

    Material: Pré-requisito: O diagnóstico histopatológico da lesão tecidual neoplásica com levantamento da suspeita e diagnósticos diferenciais são essenciais para determinação dos anticorpos a serem utilizados no estudo. Fragmentos de tecidos retirados por biópsia incisional, excisional ou peças de necropsia. Os fragmentos devem ter no mínimo 0,3 cm de espessura, faces planas e paralelas e atingir no mínimo 0,4 cm de profundidade. As superfícies de corte devem compreender, sempre que possível, uma parte da lesão e outra do tecido normal adjacente, evitando-se o centro e as bordas da lesão.
    OBS: É possível fazer exame de imuno-histoquímica em todo material em que foi submetido ao exame histopatológico com coloração de rotina (biópsia), histopatológico com coloração especial ou até mesmo outros exames de imuno-histoquímica. Para o painel geral, o valor do exame é fixo, independente do número de anticorpos utilizados.

    Método: Microscopia óptica, coloração imuno-dirigida para aumento da sensibilidade do teste.

    Causas de Rejeição: Amostras não acondicionadas em formol a 10%, amostras congeladas, material exíguo, muito pequeno, material sem fixador, colhido há mais de 48 horas, blocos de parafina com baixa preservação (fragmentados, comprimidos, etc) e blocos de parafina com fragmento tecidual insuficiente.

    Conservação/Armazenamento para Envio: O material a ser submetido ao exame de imuno-histoquímica deverá ser conservado em solução de formol 10% tamponado (volume de formol 10% a ser utilizado deve corresponder a 10 vezes o volume da amostra) ou, ainda ser enviado na forma de bloco de parafina com o tecido desejado. Os blocos de parafina devem ser armazenados em sacos plásticos ou caixas de papel, em temperatura ambiente, devidamente protegidos da umidade, luz direta, calor e insetos. Já as amostras em solução de formol a 10%, devem ser transportadas em frascos plásticos de boca larga, bem vedados, protegidos de luz direta e de compressões externas.

    Comentários: Análise que possui a finalidade de fornecer o diagnóstico definitivo de um processo neoplásico em que a avaliação histopatológica de rotina, com ou sem auxílio de colorações especiais, não consegue definir o caso. Além disso, fornecer o valor prognóstico (desfavorável, reservado e favorável) de determinadas neoplasias. Sendo de grande valor nos diagnósticos patológicos, tratamento e/ou cirurgia específico. Como pré-requisito, necessita-se do diagnóstico histopatológico da lesão tecidual com levantamento da suspeita e diagnóstico diferencial. Em diversos casos utilizar o exame imuno-histoquímico pode auxiliar no diagnóstico de doenças inflamatórias, infecciosas e neoplasias, ou ainda fornecer dados mais precisos e individualizados sobre o melhor tratamento e provável evolução dos tumores.

  • Mielograma

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Punção de medula óssea esternal ou do fêmur em EDTA ou esfregaços fixados em lâminas de vidro (máximo 3 lâminas).

    Método: Microscopia óptica. Coloração de Leishman.

    Causas de Rejeição: Lâminas quebradas, amostras enviadas não fixadas, esfregaços desprotegidos de atritos, lâminas enroladas em papel ou qualquer outro material semelhante, e amostras enviadas em outro tipo de solução diferente de álcool etílico ou metílico.

    Conservação/Armazenamento para Envio: A medula óssea deve ser colhida, utilizando-se seringa e agulhas esterilizadas e secas, para evitar hemólise, e depositada em frasco esterilizado e seco, com anticoagulante (EDTA). Deve-se retirar a agulha da seringa e depositar a medula óssea lentamente sobre a parede do frasco, homogeneizá-lo lentamente e enviar ao laboratório no prazo máximo de 24 horas. O gelo deve ser utilizado como conservador. Esfregaços realizados logo após a punção medular deverão ser submetidos à secagem ao ar e à fixação em álcool etílico ou metílico. Deve-se encaminhar, no mínimo, 3 lâminas armazenadas dentro do porta-lâmina plástico, bem vedado, protegido de luz direta e de compressões externas.

    Comentários: Indicado para se avaliar citopenias, leucocitoses, trombocitoses, gamopatias monoclonais, neoplasias, patologias hematológicas, metástases infiltrativas e infecções e parasitoses que podem acometer a medula óssea (por exemplo, leishmaniose visceral). No caso das leucemias, é útil para sua classificação e avaliação da resposta à quimioterapia.

  • MICROBIOLOGIA

  • Antibiograma

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Diversos.

    Método: Cultivo em meios específicos.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Pêlos e crostas: manter em temperatura ambiente. Urina, líquidos corpóreos, secreções e swabs: manter refrigerado (2 a 8ºC).

    Comentários: Um antibiograma é o resultado de um exame laboratorial para a sensibilidade de uma linhagem de bactéria isolada para diferentes antibióticos. É, por definição, um teste de sensibilidade in vitro. O teste é útil no acompanhamento da terapêutica de infecções bacterianas, como nas endocardites, septicemias, meningites, osteomielites e outras infecções.

  • Citologia Otológica (GRAM)

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Esfregaço de secreção de ouvido ou swab auricular devidamente identificado com o local de coleta (ouvido direito/esquerdo).

    Método: Microscopia óptica com coloração especial (GRAM).

    Causas de Rejeição: Lâminas quebradas ou swabs contaminados ou secos.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Enviar swabs em tubos seco ou tubo estéril com rosca e lâmina de secreções em frascos que evitem sua quebra.

    Comentários: Avalia processos inflamatórios e infecciosos e relata a presença de células descamativas, leveduras e bactérias pela sua classificação morfológica e de acordo com coloração de Gram.
    Numa citologia normal encontramos: células epiteliais escamosas cornificadas, também chamadas de queratinócitos, que podem aparecer como células ligeiramente basofílicas que podem dobrar-se sobre si mesmo ou como células com grânulos de melanina. Um pequeno número de bactérias (geralmente cocos e raramente bacilos) e de leveduras como a Malassezia podem estar presentes. Numa citologia auricular normal não encontramos leucócitos.
    Atopia, certas endocrinopatias como o hiperadrenocorticismo, seborréia primária, hipersensibilidade alimentar devem ser consideradas quando a citologia mostra aumento do número de células epiteliais escamosas cornificadas na ausência de bactérias ou fungos.
    A observação de Malassezia nas lâminas de amostras obtidas do canal auditivo externo não significa que seja a causa da otite já que esta pode ser isolada tanto de animais com otite como de animais saudáveis. Não existe consenso sobre o número a partir do qual uma população de Malassezia é considerada anormal à citologia auricular.

    Valores de referência para Malassezia na citologia auricular:

    Autor(es) Valores normais Valores anormais
    Ginel et al. (2002) Até 2 fungos por campo ≥ 5 fungos por campo a 400x no
    Morris (2006) Não referido ≥ 2 fungos por campo a 1000x no
    Cole et al. (2007) Não referido > 4 fungos em 10 campos a 1000x
  • Cultura de Fezes

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Fezes recentes.

    Método: Cultura microbiológica qualitativa em meio especifico.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: A cultura de fezes identifica microorganismos enteropatogênicos.

    Valor de Referência: Negativo para bactérias enteropatogênicas.
  • Cultura Geral

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Secreções e líquidos diversos, sêmen e sangue.

    Método: Cultura microbiológica aeróbica qualitativa em meio específico.

    Causas de Rejeição: Swab sem secreção ou seco.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Amostras coletadas utilizando-se de swabs devem ser protegidas e conservadas à temperatura entre 2 e 8ºC até 2 dias após a coleta. Amostras de líquidos corporais devem ser colhidas em frascos estéreis e enviados in natura, o mais rápido possível sob refrigeração (2 a 8ºC).

    Comentários: O exame identifica as bactérias presentes no material enviado. Amostras de animais tratados recentemente com antibióticos têm pouco valor no isolamento de bactérias. A coleta deve ser feita de modo asséptico.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Cultura de Urina

    Preparo do Paciente: Fazer anti-sepsia da região genital.

    Material: Urina recente coletada em frasco estéril.

    Método: Cultura microbiológica qualitativa e quantitativa em meio específico e antibiograma.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Enviar à temperatura entre 2 e 8ºC até 24 horas após a coleta.

    Comentários: Auxilia ao clínico no diagnóstico das infecções do trato urinário. O método ideal para coleta é por cistocentese e o animal não deve estar em uso de antimicrobianos.

    Valor de Referência: Negativo
  • Cultura para Anaeróbios com Antibiograma

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Secreções, líquidos diversos e swabs.

    Método: Cultura microbiológica em atmosfera de anaerobiose em meio especifico e antibiograma.

    Causas de Rejeição: Swab sem secreção (seco).

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: É utilizada para determinar a presença de agentes infecciosos auxiliando no diagnóstico etiológico de infecções. As bactérias anaeróbias podem ser encontradas principalmente no trato gastrointestinal. É essencial que o material seja coletado em condições de anaerobiose. Deve-se sempre identificar o local de coleta da amostra, data e forma de obtenção.

    Valores de Referência: Ausência de crescimento bacteriano.
  • Cultura para Fungos

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Raspado de pele superficial descamativa, raspado com pêlo, secreções (auricular, ocular, vaginal, uretral), lavados cavitários, líquor, outras secreções ou materiais suspeitos de contaminação.

    Método: Cultura microbiológica qualitativa em meio especifico.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Enviar em temperatura ambiente amostras de pêlos e crostas, uma vez que alguns dermatófitos podem não tolerar refrigeração. No caso secreções e de material coletado por meio de biópsia excisional, a amostra deve ser enviada até 48 horas sob refrigeração entre 2 e 8ºC.

    Comentários: O isolamento e a identificação de fungos e leveduras em cultura são provas definitivas no diagnóstico de infecções, permitindo a escolha do protocolo terapêutico adequado. Além disso, tal análise é útil no controle terapêutico de micoses sistêmicas, dermatofitoses e otites crônicas. Sempre que possível, deve-se ressaltar a suspeita clínica na requisição, o que direciona melhor a análise laboratorial. Os passos mais importantes são: coleta adequada com assepsia, rápido transporte até o laboratório, processamento e a inoculação em meios apropriados.

    Valor de Referência: Ausência de crescimento fúngico.
  • Fungiograma

    Preparo do Paciente: Necessita ter sido realizada Cultura para Fungos com resultado positivo no laboratório.

    Material: Cepa de fungo isolado em cultivo.

    Método: Teste de sensibilidade in vitro de fungos isolados aos principais antifúngicos).

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Análise que permite identificar fungos dermatófitos e determinar a sensibilidade a antimicrobianos a serem utilizados no tratamento das dermatofitoses.
  • Hemocultura

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Sangue total em frascos específicos fornecido pelo laboratório.

    Método: Cultura microbiológica qualitativa em meio específico.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Enviar, em frasco apropriado, à temperatura entre 2 e 8ºC até 48 horas após a coleta. Os frascos de coleta devem ser solicitados ao laboratório.

    Comentários: É utilizada para determinar a presença de agentes infecciosos auxiliando no diagnóstico etiológico de infecções sistêmicas. Alguns fatores podem interferir no resultado da hemocultura como possibilidade de contaminação com flora normal da pele, volume do sangue cultivado, tipos de meios utilizados e uso de antibióticos.

    Valores de Referência: Negativo.
  • Pesquisa de Ectoparasitas

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Proveniente de raspados de pele, pêlos ou swabs de secreção auricular. Em casos de suspeita de sarna demodécica, realizar raspado profundo com pequena escoriação da pele até promover leve sangramento, pois o ácaro é encontrado no folículo piloso. Nas suspeita de sarna sarcóptica, deve se realizar raspado superficial, para se obter pele e pêlos.

    Método: Microscopia Direta.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Enviar à temperatura ambiente até 14 dias após a coleta em frascos ou entre lâminas de microscopia devidamente vedados.

    Comentários: Usado para diagnóstico diferencial de lesões cutâneas, quando há suspeita clínica de infecção/infestação por ectoparasitas: como sarnas demodécica (Demodex canis), sarcóptica (Sarcoptes scabiei), otodécia (Otodectes cynotis) e notoédrica (Notoedris cati). É utilizado também para pesquisa de estágios morfológicos de alguns artrópodes (larvas/ovos) e fungos superficiais.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Pesquisa de Malassezia

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Esfregaço ou swab de secreções de pele ou otológicas.

    Método: Coloração pelo Gram.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Temperatura entre 2 e 8º C para swabs e secreções e temperatura ambiente para lâminas. A fixação das lâminas deverá ser feita em álcool etílico ou metílico.

    Comentários: A observação de Malassezia nas lâminas de amostras obtidas do canal auditivo externo não significa que seja a causa da otite já que esta pode ser isolada tanto de animais com otite como de animais saudáveis. Não existe consenso sobre o número a partir do qual uma população de Malassezia é considerada anormal à citologia auricular.

    Valores de referência para Malassezia na citologia auricular:

    Autor(es) Valores normais Valores anormais
    Ginel et al. (2002) Até 2 fungos por campo ≥ 5 fungos por campo a 400x no
    Morris (2006) Não referido ≥ 2 fungos por campo a 1000x no
    Cole et al. (2007) Não referido > 4 fungos em 10 campos a 1000x
    Valor de Referência: Negativo.
  • Pesquisa de Fungos

    Preparo do Paciente: A amostra deve ser colhida antes do animal iniciar o tratamento com produtos sarnicidas e/ou fungicidas.

    Material: Raspados de pele e pêlo superficiais e profundos.

    Método: Microscopia direta.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Enviar em temperatura ambiente entre lâminas de microscopia ou em frasco de rosca.

    Comentários: Tem a finalidade detectar a presença de fungos e sarnas, sendo também utilizado para diagnóstico diferencial de lesões cutâneas, quando há suspeita clínica de infecções por ectoparasitas como: sarna demodécica (Demodex canis), sarna sarcóptica (Sarcoptes scabiei), sarna otodécica (Otodectes cynotis, Notoedris cati).

    Valores de Referência: Negativo
  • Pesquisa de Sporothrix Schenkii

    Preparo do Paciente: Jejum: Não obrigatório.

    Material: Swabs ou raspado profundo de pele da área lesionada de modo a atingir o tecido subcutâneo.

    Método: Coloração pelo Gram.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Enviar em temperatura ambiente. A fixação das lâminas deverá ser feita em álcool etílico ou metílico. Deve-se encaminhar, no mínimo, três lâminas armazenadas dentro do portas-lâmina plástico, bem vedado, protegido de luz direta e de compressões externas.

    Comentários: Permite a identificação do agente da esporotricose: Sporothrix schenkii, cuja doença é caracterizada pelo desenvolvimento de lesões nodulares em linfonodos, pele e tecido subcutâneo, as quais amolecem e se rompem para formar úlceras de evolução lenta que podem se manifestar de várias formas clínicas: cutâneo-linfática, cutânea localizada, disseminada, mucosa, esquelética e visceral. O fungo é encontrado na natureza, em geral no solo e vegetais.

    Valor de Referência: Negativo.
  • Pesquisa Direta de Chlamydia Psittaci

    Preparo do Paciente: Não obrigatório.

    Material: Esfregaço de fezes, raspado de conjuntiva ocular, lesões anais ou perianais, fluido lacrimal, secreção nasal ou mucosa oral.

    Método: Microscopia óptica utilizando-se de coloração especial de Giemsa/Machiavelli.

    Conservação/Armazenamento para Envio: A fixação das lâminas deverá ser feita em álcool etílico ou metílico. Deve-se encaminhar, no mínimo, 3 lâminas armazenadas dentro do porta-lâmina plástico, bem vedado, protegido de luz direta e de compressões externas.

    Comentários: As aves afetadas por esse agente podem apresentar infecção do trato respiratório superior com descarga nasal e/ou ocular e infecções do trato gastrointestinal com diarréia ou combinação de ambos. Em alguns casos, os animais apresentam-se como portadores sãos, sem apresentar sinais clínicos evidentes, o que é preocupante por se tornarem disseminadores do agente. Os achados clínicos podem envolver letargia, conjuntivite, dispnéia, queda da temperatura corpórea, penas arrepiadas, perda de peso progressiva e diarréia amarelada a esverdeada. O diagnóstico laboratorial dessa enfermidade pode ser baseado na pesquisa direta do agente - citologia em colorações especiais - em amostras fecais (esfregaço de fezes frescas ou swab cloacal) e esfregaços de secreções oculares, ou de vias respiratórias para a pesquisa direta de bactérias intracitoplasmáticas, além de análises hematológicas como Hemograma, TGO (AST) e LDH. O isolamento do agente também é possível ao ser realizar cultivo em ovos embrionados.

    Valores de Referência: Negativo.
  • MEDICAMENTOS

  • Brometo de Potássio

    Preparo do Paciente: Jejum: 4 horas.

    Material: Soro.

    Método: Colorimétrico.

    Comentários: O brometo de potássio é uma droga que pode ser usada em conjunto ao fenobarbital quando a atuação deste último mostra-se insatisfatória. Nos casos onde há idiossincrasia ao Fenobarbital, a terapia com brometo de potássio tem mostrado eficácia. Experimentos recentes demonstraram que o brometo foi efetivo em cães que não foram controlados ou que tiveram reações adversas com o uso do fenobarbital, ao contrário de humanos. Muitos clínicos utilizam o brometo como droga de eleição reservando o fenobarbital aos casos de intolerância ao primeiro, pois este não é metabolizado pelo fígado, não induzindo aumento das enzimas hepáticas. Os sinais clínicos da intoxicação por brometo (bromose) são sedação, incoordenação, fraqueza ou rigidez dos membros pélvicos podendo evoluir para quadriplegia. O brometo de potássio é eliminado por via renal e todos os seus efeitos adversos são completamente reversíveis com a interrupção do uso.
    Cães que possuem insuficiência renal podem diminuir a eliminação do brometo, desta forma o animal precisa ter a dose reavaliada e a concentração plasmática deve ser monitorada para prevenir intoxicação. Ao instituir a terapia com esta droga, deve-se atentar ao fato de que o aumento da concentração plasmática desta ocorre gradativamente e atinge níveis estáveis após 45 a 60 dias após o início da terapia, devendo ser realizada nova mensuração de níveis plasmáticos aos 120 dias para ajustar a dose de manutenção (caso necessário).

  • Digoxina

    Preparo do Paciente: Jejum: 4 horas.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Coletar amostra entre 2 e 5 horas após a medicação ou antes da próxima dose. Trata-se de um fármaco digitálico, sendo indicado à pacientes com freqüência cardíaca elevada, devido à fibrilação atrial, em qualquer grau de insuficiência cardíaca sintomática por disfunção sistólica. Fortalece a contração do músculo cardíaco e reduz os batimentos cardíacos, aprimorando o fluxo cardíaco. A monitoração dos níveis séricos, combinada com dados clínicos, auxilia nas prescrições e no ajuste de dose.

    Valores de Referência:
    Caninos: 1,0 a 2,5 ng/mL
    Felinos: 0,8 a 2,0 ng/mL
    Eqüinos: 0,5 a 2,0 ng/mL

    Valores acima de 2,6 – 3,0 ng/mL se associam com uma probabilidade crescente de toxidade.
  • Fenobarbital

    Preparo do Paciente: Jejum: 8 horas.

    Material: Soro.

    Método: Quimioluminescência.

    Conservação/Armazenamento para Envio: Refrigerado (2 a 8°C).

    Comentários: Após administração oral, a concentração plasmática máxima é alcançada em quatro a oito horas, pois são necessárias aproximadamente seis horas para que seja totalmente absorvido pelo trato gastrintestinal. Sofre metabolização hepática e seus metabólitos são excretados pelos rins. Devido à sua meia vida longa (40-90 horas), são necessários 8 a 18 dias para se alcançar uma concentração sérica estável (entre 20 e 45 μg/mL). Há divergências sobre a concentração sérica ideal. O limite terapêutico estabelecido situa-se entre 15 e 45 μg/mL.
    A colheita de material para a monitoração, com a finalidade de ajustar a dose, pode ser realizada em qualquer horário entre oito e 12 horas, após a administração do fenobarbital, ou imediatamente antes da mesma. No caso de suspeita de intoxicação, deve-se optar por duas coletas, sendo a primeira, entre oito e 12 horas após a sua administração matutina, ou imediatamente antes da administração noturna, enquanto uma segunda amostra deve ser coletada duas a quatro horas após sua administração. O jejum alimentar de 12 horas também não deve ser ignorado, já que em alguns pacientes observa-se lipemia, desfavorecendo uma melhor mensuração.

    Valor de Referência: 15 a 45 μg/mL

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